Olá, como vai? Eu vou indo, e você, tudo bem?
Sábado, 21 de fevereiro de 2015

Olá, como vai? Eu vou indo, e você, tudo bem?

Por Maíra Zapater

 

Olá, [email protected]! Hoje é dia de estreia: estarei aqui neste espaço no justificando.com, quinzenalmente, às sextas-feiras. É um prazer imenso poder subir pra falar nesse “banquinho virtual” e poder compartilhar algumas reflexões em uma humilde pretensão de contribuir para alguns debates – responsabilidade tamanho grande ao lado de gente tão fera nas colunas vizinhas.

Como estamos nos conhecendo agora, acho que vale a pena contar um pouco sobre a minha pequena trajetória e os lugares por onde passei, para localizar um pouco você, desde já estimado leitor, no universo de onde falo.

Cursei minha graduação em Direito lá no final dos anos 1990, quando o auge da moda jurídica  eram as privatizações e suas agências reguladoras, lado a lado com o então vindouro Código Civil – e uma forte torcida para que entrasse em vigor somente após todo mundo estar aprovado na OAB. Tive essa sorte, e talvez não por acaso, esse distanciamento do Direito Civil contribuiu para que eu me enveredasse pelo “mundo do crime”, com seu fascinante questionamento do porquê se transgridem as (assim consideradas) normas mais básicas de convívio na (assim considerada) sociedade. A esse caminho somou-se uma irremediável paixão pela sala de aula, e logo comecei a lecionar Direito Penal e Processual Penal. Aliás, a paixão por sala de aula era – e é – tanta que o retorno a uma nova graduação foi inevitável: cansada de procurar respostas no Direito, fui lá pra Ciências Sociais pra tentar entender como é que a vida funcionava, e saí com ainda mais perguntas – e um pezinho nos Direitos Humanos, área na qual  hoje concentro meus estudos de doutorado, em que venho desenvolvendo tese sobre os direitos humanos das mulheres e a construção do sujeito de direitos mulher no Direito Internacional dos Direitos Humanos.

E é desse universo, que mistura o Direito Penal classicão e positivista ainda tão típico das nossas aulas de graduação, com a Antropologia e seus estudos de gênero a tentar desvendar se homens e mulheres são mesmo assim tão diferentes, e o otimismo dos Direitos Humanos, tentando assegurar um mundo um pouco menos sofrido para mulheres, homens e nenhuma das anteriores, que venho extraindo umas poucas convicções, tentando algumas reflexões e chegando a mais dúvidas que conclusões.

Quem está na longa caminhada de produção de um trabalho acadêmico conhece bem essa fase em que ficamos um pouco monotemáticos, e, por vezes, vivenciando uma relação de amor-e-ódio com o próprio tema. Peço vênia aos nobres colegas – com esse toque de juridiquês a nos lembrar as origens – para dividir aqui, com vocês, essa trajetória de ideias. Pretendo, nesses nossos encontros quinzenais, já na beiradinha do final de semana, compartilhar o que venho pensando sobre o que significa ser mulher/ser homem e como isso repercute no mundo jurídico. Para que nos perguntemos juntos se, na sentença, na lei, na abordagem policial, na política pública: faz diferença ser homem ou ser mulher? E que sentidos faz essa diferença? Tentando aproximar um pouco esse nosso “mundo hipotético kelseniano” da “sociedade”- para possivelmente descobrir que nunca estiveram distantes.

É isso! Sempre aberta para dúvidas, críticas, sugestões e desabafos. E sempre agradecendo pelo seu tempo em ter lido estas linhas.

Maíra Zapater é graduada em Direito pela PUC-SP e Ciências Sociais pela FFLCH-USP. É especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Escola Superior do Ministério Público de São Paulo e doutoranda em Direitos Humanos pela FADUSP. Professora e pesquisadora, é autora do blog deunatv

Sábado, 21 de fevereiro de 2015
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