Marco Archer teve ritual católico negado antes de execução, denuncia padre
Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Marco Archer teve ritual católico negado antes de execução, denuncia padre

Marco Archer, brasileiro executado na Indonésia mês passado, teve sua extrema unção, ritual católico precedente à morte, negada. As informações foram de Charles Burrows, padre chamado para confortá-lo nos últimos momentos de sua morte.

Ele teve que ser arrastado de sua cela, enquanto chorava e dizia “me ajude”. Ele defecou nas calças. – denunciou o padre. Marco foi fuzilado no dia 18 de janeiro, sob a acusação de tráfico de drogas.

Moreira era católico e tanto ele, quanto a embaixada brasileira, esperavam que tivesse ao menos consolo espiritual antes de sua morte.

No entanto, as autoridades indonesianas recusaram a presença do padre, por não haver uma carta do advogado de Marco permitindo a presença. 

A execução de Archer abriu uma crise diplomática entre Brasil e Indonésia. Na semana passada, a Presidenta Dilma recusou as credenciais do embaixador do país – ato considerado grave nas relações entre países. Em resposta, a Indonésia chamou o embaixador de volta.

Ao que tudo indica, a crise remanescerá enquanto o país asiático não tiver clemência com outro brasileiro no corredor da morte, Rodrigo Gularte, que sofre de esquizofrenia paranoica, o que – conforme as próprias leis indonésias – o impediria de ser executado, uma vez que condenado tem que estar ciente da execução.

Seu advogado, Ricco Akbar, disse em entrevista acreditar na clemência do brasileiro, embora o Presidente do país Joko Widodo ser conhecido por sua “tolerância zero”.

 

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
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