EUA: Utah autoriza utilização do pelotão de fuzilamento para execução de penas de morte
Segunda-feira, 30 de março de 2015

EUA: Utah autoriza utilização do pelotão de fuzilamento para execução de penas de morte

A decisão de recorrer a pelotões de fuzilamento, caso não seja possível administrar as drogas da injeção letal, é a última tentativa do estado de Utah, nos Estados Unidos, de manter viva uma punição que deveria ser exclusiva dos livros de história, segundo a Anistia Internacional.

No ultimo dia 23,  o governador de Utah, Gary Hebert, assinou uma lei permitindo o uso de pelotões de fuzilamento quando as drogas necessárias para administrar as doses da injeção letal não estivessem disponíveis.

Esse movimento vai claramente contra a tendência global e nacional na abolição da pena de morte. Desde 2007, seis estados norte-americanos aboliram a pena de morte para todos e qualquer crimes, e os governadores de Oregon, Washington e Pensilvânia (em 2015) estabeleceram moratórias sobre as execuções em seus estados.

Rob Freer, pesquisador da Anistia Internacional sobre os EUA, diz que “seja por fuzilamento, por injeção letal, enforcamento, asfixia ou cadeira elétrica, a pena de morte é uma punição arcaica, brutal e cruel, que é sinônimo de violência, não a solução dela. A legislatura de Utah deveria estar gastando suas energias na abolição da pena de morte, não tentando reparar o irreparável.”

Os Estados Unidos é o único país nas Américas que executa prisioneiros e é um dos únicos nove países no mundo que fizeram execuções todo ano, entre 2009 e 2013. Os outros países são Bangladesh, China, Iraque, Irã, Coréia do Norte, Arábia Saudita, Sudão e Iêmen.

Fonte: Anistia Internacional 
Segunda-feira, 30 de março de 2015
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