“Nós vivemos em uma cultura do conflito”, diz Lewandowski no Fórum Nacional de Mediação
Sexta-feira, 10 de abril de 2015

“Nós vivemos em uma cultura do conflito”, diz Lewandowski no Fórum Nacional de Mediação

Por Redação

 

O I Fórum Nacional de Mediação e Conciliação, promovido pela Escola Paulista de Magistratura, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (FONAMEC), encerrou-se hoje (10) em evento com diversas personalidades do Direito.

Dirigido aos entusiastas da mediação, o evento contou com a participação de mediadores, defensores públicos, juízes, desembargadores e advogados. Entre eles, o Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF e do CNJ, José Renato Nalini, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, e do desembargador José Roberto Neves Amorim, presidente do FONAMEC.

Veja a entrevista exclusiva realizada com o Ministro Lewandowski sobre Novo CPC, nomeação do novo Ministro do STF e constitucionalidade da redução da maioridade penal.

No encerramento do I Fórum, o desembargador Neves Amorim ressaltou a necessidade do evento, não apenas pela proximidade da sanção do Marco Regulatório da Mediação ou da instauração do novo CPC, mas também pela influência do Fórum de Mediação sobre outros tribunais. Ainda comentou a efetividade da prática no Estado de São Paulo, cuja implantação no Tribunal de Justiça já está solidificada e presente em todo o Estado desde 2010, com as CEJUSCs.

Lewandowski, grande entusiasta da mediação, contou sobre sua experiência como ministro no STF, relatando a situação política e social no Brasil. “Nós vivemos numa explosão de litigiosidade, numa cultura do embate, do conflito”, cujos problemas são transferidos ao Judiciário antes mesmo de um processo de conciliação. Dessa maneira, o Ministro considerou a mediação como um “instrumento de pacificação” do país, que finalmente coloca em prática aquilo que prevê a Constituição de 88 – o Brasil como uma democracia participativa. “O povo vai participar da solução dos próprios conflitos”, afirma o presidente do STF.

A ideia, agora, é a de levar o conhecimento sobre mediação aos demais setores públicos, para que ela se torne prática recorrente nos próximos anos.

Durante os painéis de discussão, o tema da humanização da Justiça foi recorrente. Entre os temas, a “Mediação como forma de ampliar o acesso à Justiça”, palestrada pela Dra. Claudia Politanski, Vice-Presidente do Banco Itaú, que contou o sucesso de sua experiência prática valendo-se da mediação no Banco. Também se falou sobre as Oficinas de Parentalidade, largamente utilizadas em todo o território brasileiro.

Ministrada pela Juíza Vanessa Aufiero da Rocha, da comarca de São Vicente, a palestra sobre as oficinas surpreendeu. Vanessa contou ao Justificando que elas existem desde 2013 e têm sido um sucesso na cidade litorânea. Para ela, as oficinas no CEJUSC (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) ajudam a despertar os indivíduos para um processo de reflexão a respeito de suas próprias condutas. Além disso, possibilitam que “se transformem as relações entre familiares”, gerando mais “afeto, compreensão e tolerância” afirmou Vanessa.

O próximo Fórum Nacional de Mediação e Conciliação acontece em Outubro.

Sexta-feira, 10 de abril de 2015
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