Os 7 casos mais famosos de quem faz a justiça com as próprias mãos
Quinta-feira, 16 de julho de 2015

Os 7 casos mais famosos de quem faz a justiça com as próprias mãos

A figura do vigilante, na “vida real”, é bem contraditória. Ao passo que representa os sentimentos mais barbarescos de parte da sociedade, também toma para si a face da Justiça, a partir de seus ideais. Nesse jogo de forças, os direitos humanos ficam de lado.

Os linchamentos são apenas um exemplo desse jogo do bem contra o mal. São ações executadas por populares defensores de determinada moral que, presentes em infortuno momento, utilizam de sua força e de seus utensílios domésticos para punir aquele que deve ser exterminado. Os milicianos (ou os vigilantes), por sua vez, não só planejam muitos de seus atos, como também são munidos de armas brancas ou, até mesmo, de armas de fogo.

Mas, suas semelhanças são grandes. Justiceiro, miliciano ou “linchador”, os sentimentos são os mesmos: impunidade, vingança e punição. Confira os grupos (e os vigilantes) mais famosos por fazerem a justiça com as próprias mãos.

#7. Zé Gaguinho e sua gangue

Se você pensa que os vigilantes privados (aqueles que ficam nas guaritas das ruas, ou até mesmo os que vigiam o bairro de moto) são “bonzinhos”, saiba que você pode estar errado – o caso de Zé Gaguinho, autor de pelo menos sete homicídios no início dos anos 90, prova isso.

Zé fazia parte de um grupo de extermínio financiado pelos próprios comerciantes do bairro de Ferrazópolis, em São Bernardo.

"Eles começaram a extrapolar e a matar pessoas que não tinham relação com os crimes”, afirmou o delegado vigente de Homicídios nos anos 2000. Matar pessoas que tinham relação com os crimes tudo bem, então?

#6. Justiceiros do Rio

Em 2014, o Rio de Janeiro foi palco de origem de um grupo de estudantes vigilantes. Foi o que se descobriu depois de policiais encontrarem um adolescente de 15 anos torturado e preso nu a um poste, com uma tranca de bicicleta no pescoço.

Segundo o menor, um grupo de 30 homens teriam o cercado. Eles possuíam motos e uma pistola 9mm, e faziam academia perto do poste onde o menino foi encontrado. A identidade do grupo ainda hoje é desconhecida.

#5. The Lavender Panthers, ou os “Panteras de Lavanda”

Nos anos 70, os Estados Unidos foi palco de agressões à homossexuais, atingindo silenciosamente suas vítimas. Além de o país não possuir, naquela época, legislação favorável ao grupo, também o machismo rondava a própria polícia, sendo as denúncias quase impossíveis de se fazer – realidade não muito diferente da que vivemos hoje, não é mesmo?

Mas, naqueles anos, a única resposta à violência foi também mais violência. Consagrado por vingar os crimes contra homossexuais, o Lavender Panthers foi criado pelo pastor pentecostal Ray Broshears, como uma reação aos atos criminosos de intolerância. 

#4. Diana, a Caçadora de Motoristas de Ônibus

Sim, sabemos que a violência de gênero é comum nos países em desenvolvimento. Mas são a vingança e a punição as melhores soluções? Para Diana, vigilante mexicana que atuou nos 2000, sim. 

Suposta vingadora de agressões contra mulheres em transportes públicos, a vigilante foi consagrada na mídia – afinal, talvez fosse uma das primeiras justiceiras já conhecidas. A mulher executou, em sua jornada, dois motoristas de ônibus da Ciudad Juarez, no México. Depois que seu caso tomou projeções internacionais, no entanto, parou de agir. 

#3. Milícia mexicana contra o Cartel de drogas

Em 2013, surgiam pequenas milícias nas cidades mais isoladas do México. Desejavam combater os cartéis mexicanos, mas desde então só conseguiram conter a atuação violenta desses grupos. “Extorsões, sequestros e desaparecimentos já não acontecem mais”, disse um membro de um dos grupos da cidade de Tixtla ao jornal britânico The Guardian.

Mas, grupos como esses já conhecemos na realidade brasileira. Surgem como supostos defensores da fé pública, do bem contra o mal, mas apenas transferem o poder de um lado para outro. Pode isso, Arnaldo?

#2. Justiceiros contra o Boko Haram

Quem lembra do sequestro de mais de 300 garotas na Nigéria? Pois é. O país vive sob frequente ataque do Boko Haram, grupo militar muçulmano que vive em seu próprio “califado”. Tamanho é o número de ataques do grupo que até o próprio exército nigeriano não consegue mais detê-lo.

Resultado? O aparecimento de milícias por todo o país, que são até mesmo treinadas e pagas pelo governo para funcionarem. Usando facas, espadas e até arco e flecha, devem tratar os suspeitos de integrarem o Boko Haram da pior maneira possível. Frequentemente são publicados vídeos de tortura como exemplo do que pode acontecer com os outros.

Sinistro.

#1. Motoqueiro Fantasma do Piauí

Nos últimos dias, no estado do Piauí, surgiu o “Motoqueiro Fantasma”. Suas roupas e sua máscara são uma versão não hollywoodiana do personagem de Nicholas Cage; sua identidade, desconhecida. Populares especulam que seja estudante de Direito ou policial militar.

Mas, seu modus operandi já está marcado. O mascarado aparece durante à noite com sua moto veloz e, portando uma arma de fogo, evita assaltos e mata bandidos – o último caso aconteceu em um posto de gasolina.

Mais estranho que aplaudir um personagem do Nicholas Cage, só aplaudir justiceiros "bonzinhos" contra todo o mal da humanidade mesmo.

Quinta-feira, 16 de julho de 2015
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