Faculdade de Direito do Mackenzie é palco de manifestação racista
Quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Faculdade de Direito do Mackenzie é palco de manifestação racista

Ontem, (6), foi encontrada no banheiro masculino do prédio de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, uma pichação com uma frase de cunho racista. Uma foto com os dizeres "Lugar de preto não é no Mackenzie. É no presídio" escritos na parede do banheiro, circulou em denúncias de alunos nas redes sociais e causou revolta na internet.

Essa não é a primeira vez que o Mackenzie protagoniza uma manifestação racista. Em agosto deste ano, também em um banheiro, foi encontrada a pichação: “O Mack não deveria aceitar nem negros e nem nordestinos”.

A ex-presidente do Centro Acadêmico da faculdade de direito do Mackenzie, Tamires Sampaio, que foi a primeira mulher negra a presidir a associação de alunos da universidade, acredita que essa é a representação do pensamento racista presente na cabeça de muitos que permeiam pela universidade. 

Já chegaram a falar para a estudante que é um absurdo uma prounistas estar dentro da sala de aula "de graça" enquanto outros pagam suas mensalidades, porém, para ela, a violência não é só isso. "Entrar no Mackenzie já nos traz uma clara intolerância… Quando eu entro na sala de aula e vejo que 3 alunos dos 70 são negros isso é violento. Quando eu olho o corpo docente da Faculdade e vejo 2 ou 3 professores negros quando temos mais de 100 professores isso é violento", diz.

"Aí olho pra empregada, pro segurança, e eles são negros. Isso nos mostra que ali a gente tem um espaço que é historicamente reservado pra gente" –afirmou.

Tamires, no entanto, vê uma mudança no cenário, que amplia o acesso de pessoas negras na universidade, trazendo à tona episódios de intolerância, como a manifestação racista no banheiro dos alunos – "Estamos mudando esse cenário, com as cotas, ProUni, e etc, e tem gente que não suporta isso, e faz esse tipo de declaração", afirmou. 

Em nota, a universidade diz que repudia qualquer tipo de preconceito e que já instaurou uma investigação para descobrir a autoria do crime. "A direção se manifesta no sentido de repudiar todo e qualquer ato, ação ou manifestação de cunha racista em nosso ambiente".

Confira a nota completa:

Quarta-feira, 7 de outubro de 2015
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