Presidente do TJSP sugere economia de funcionários públicos e recebe críticas
Quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Presidente do TJSP sugere economia de funcionários públicos e recebe críticas

"Completamente fora de propósito reclamar direitos que, mesmo justos e legítimos, não têm condição de serem satisfeitos neste momento", afirmou o Presidente do Tribunal de Justiça José Renato Nalini em texto no seu blog pessoal. A publicação que fala sobre dificuldades econômicas, cortes de gastos por outros administradores públicos e um apelo para que as pessoas não exijam seus direitos foi interpretada como um sinal para possível congelamento e corte de salários dos servidores públicos, que não gostaram nem um pouco.

No texto que teve como título "Onde se escondeu o juízo", Nalini fala sobre a insensibilidade das pessoas à situação financeira brasileira e desafia as pessoas a se perguntarem o que elas podem fazer para ajudar o empregador na crise.

"O momento é de perguntar: o que posso fazer para ajudar o meu empregador – que, no final das contas, é o povo, aquele que sustenta a máquina – a superar esta crise? Qual a minha contribuição em termos de criatividade, de inovação, de economia concreta, para que o Governo consiga honrar suas dívidas?"

A prudência recomenda aguardar melhor oportunidade, continuar a prestar os melhores serviços e a contribuir para minorar o panorama verdadeiramente trágico – completou.

Nalini está à frente do Tribunal de Justiça composto milhares de servidores públicos, como escreventes de cartório, assistentes sociais e psicólogos. Carla Moradei Tardelli, colunista no Justificando, que foi servidora pública do Tribunal de Justiça por mais de vinte anos, publicou um texto em sua página pessoal das redes sociais condenando a postura do desembargador – Não peça para que tenham paciência, não peça para que abram mão de direitos que deveriam estar sendo cumpridos há muito tempo.

Moradei, que até o momento foi compartilhada por diversos funcionários, desafia: Será que o senhor pensaria em pedir aos seus colegas que não usassem carros oficiais, que não recebessem os "x" auxílios que recebem, ou o senhor acha que os servidores não sabem quanto ganham aqueles que, com raras exceções, pouco se importam com quem literalmente leva o TJSP nas costas?

Em postagem posterior na sua página de Facebook, Nalini afirmou que a Presidência não alterará o horário de trabalho, nem proporá extinção da frota – "o momento é de prudência, criatividade e sugestões factíveis. Que existe crise, não é novidade, nem surpresa. Por isso, estejamos atentos".

Leia o texto de José Renato Nalini

Leia a resposta de Carla Moradei Tardelli

 

 

 

Quinta-feira, 22 de outubro de 2015
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