Abaixo-assinado pede liberação de porte de armas para advogados
Terça-feira, 3 de novembro de 2015

Abaixo-assinado pede liberação de porte de armas para advogados

O advogado Edson Aparecido Stadler lançou na internet um manifesto que busca assinaturas para a legalização do porte de armas para os adovgados no Brasil. O objetivo é coletar 300 mil assinaturas e enviá-las para presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, para que ele pleiteie mudanças na Lei 8.906/94, que criou o Estatuto da Advocacia.

Stadler quer que os advogados tenham os mesmo direitos dos juizes e procuradores. Segundo o texto, os patronos também exercem atividades que expõem sua vida e integridade física. "Ausente o advogado, não se perfaz a administração da Justiça, pois é ele quem assegura a defesa dos interesses das Partes em Juízo, o alcance do conceito "exercício de advocacia" leva a conclusão de que sem a qual não há efetivação da Justiça por meio do processo legal", afirma. 

O movimento que se títula como "Advogados do Brasil pela Igualdade" informa que em trés anos, 73 advogados foram assasinados no Brasil.  "A estes Advogados que sucumbiram em sua expressiva maioria por estarem exercendo a sua profissão, sem que tivessem a menor possibilidade de autodefesa, transformando-se em vítimas de execuções, traduzem em temeridade e a incerteza do futuro seguro para o exercício da advocacia", diz o texto. 

Para o advogado e colunista do Justificando Pedro Peruzzo, esse argumento das mortes dos advogados é perigoso, pois no Brasil minorias são mortas diariamente e não possuem o direito de portar armas. "Considerar o número de 73 advogados mortos no Brasil todo nos últimos trés anos é um argumento frágil perto dos 67.304 jovens entre 15 a 29 anos que foram vítimas de homicídio entre 2010 e 2012 (Mapa da violência de 2015). Os jovens também têm o direito de pedir porte de arma de fogo?", afirma Pedro. 

Peruzzo acredita que isso reafirma a justiça privada, que se vinga no olho por olho. "A democracia não pode ser construída na marra, no pau de arara, no encarceramento em massa", concluiu Pedro. 

Apesar disso, Stadler pede no texto que o presidente do Conselho Federal da OAB receba o advogado Roberto Antonio Busato, “emissário” da iniciativa. Busato foi presidente do Conselho Federal da OAB de 2004 a 2007.

Confíra o manifesto na íntegra

Terça-feira, 3 de novembro de 2015
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