Infográfico: ser mulher é uma sentença de tripla dimensão
Sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Infográfico: ser mulher é uma sentença de tripla dimensão

No Brasil, o crime que mais encarcera é o tráfico de entorpecentes. Segundo o relatório "Mapa do Encarceramento", do Ministério da Justiça, em oito anos o número de presos só por esse crime aumentou em 339%, isto é, o número passou de 31.520 presos para 138.366. O período compreendido pela pesquisa foi aquele em que se sancionou a Lei de Drogas (2006) até 2013.

O tráfico também tem gênero. Apenas em 2012, as mulheres encarceradas representavam mais de 64,7% do contingente de presos no Brasil. Em São Paulo, o número de mulheres presas quintuplicou entre os anos 2006 e 2012. Para a pesquisadora Corina Giacomello, os dados revelam que ser mulher é uma sentença de tripla dimensão.

A tripla dimensão é formada pelas ideias de que, 1) há uma relação de assimetria de poder entre homens e mulheres dentro da prisão; 2) o crime de tráfico, o qual corresponde a boa parte dos encarceramentos femininos, tem sentenças mais agravadas; e 3) existem formas específicas de discriminação dentro das prisões.

Mas não é só. Há um perfil muito claro daquelas que estão encarceradas por este crime: são as principais ou únicas provedoras do lar; possuem baixa escolaridade; não possuem antecedentes criminais; possuem pouco acesso a empregos formais e, por fim, trabalham no tráfico como "mulas", isto é, são aquelas que fazem a ponte entre os traficantes e os consumidores, entregando os produtos.

Confira abaixo o infográfico do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC e saiba mais sobre a realidade dessas mulheres.

Sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
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