Por “incitar a violência” em programa, MPF pede que Record se retrate publicamente
Terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Por “incitar a violência” em programa, MPF pede que Record se retrate publicamente

Devido a transmissão de declarações que "incitam a violência" em programa televisivo, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra a Rede Record. O MPF pede que a emissora se retrate publicamente, por dois dias seguidos, pelas afirmações feitas no ano passado pelo apresentador do "Cidade Alerta" Marcelo Rezende.

O caso aconteceu em 23 de junho do ano passado. Os programas dos apresentadores José Luiz Datena e Rezende mostravam através de helicópteros a perseguição de um policial a dois homens em uma moto. Um dos motoqueiros jogou seu capacete na direção do policial e foi posteriormente atingido por uma bala. Caído no chão, o policial finalizou a ação desferindo quatro tiros ao homem. A atuação do policial foi duramente criticada nas redes sociais.

Durante a narração acalorada da cena, Rezende tentou justificar os disparos do policial. "O homem da Rocam já pega no revolver, não sei se ele atirou, hein… Porque parece que ele atirou. Porque, se ele atirou, é porque o bandido tava armado. E ele fez muito bem, porque, repara: ele tem que defender a vida dele".

As declarações de Rezende foram condenadas pelo coletivo InterVozes, que acionou o Ministério Público.

O procurador da República, Pedro Antonio de Oliveira Machado, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, acusou na ação que as imagens transmitidas pela Record não respeitavam nem a faixa de horário em que foram exibidas, nem cumpriam com a finalidade cultural a que se propõe a emissora. A Record, por outro lado, afirmou que não poderia imaginar o desenrolar da ação nem prever as imagens que seriam veiculadas. O MPF acredita que a emissora tem de assumir a responsabilidade pelo conteúdo exibido.

Para o procurador da República, a "harmonia social" e o "bem-estar" antecedem os princípios da liberdade de imprensa e de expressão. Além disso, o MPF pede na ação que a União fiscalize o programa.

Com informações de Carta Capital

Terça-feira, 12 de janeiro de 2016
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