Alckmin é denunciado à ONU por truculência policial em manifestações
Segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Alckmin é denunciado à ONU por truculência policial em manifestações

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin foi alvo de críticas em reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas na tarde desta segunda-feira (19), devido a atuação violenta da polícia militar em manifestações contra o governo de Michel Temer.

A ONG Conectas Direitos Humanos foi pontual em seu pronunciamento de denúncia, criticando “o crescente processo de criminalização do direito de protesto no Brasil”. Eles ainda pedem um pronunciamento do Conselho e do Alto Comissariado para Direitos Humanos contra a postura do país.

Outras ONGs que defendem os direitos humanos, como como a Anistia Internacional e o Artigo 19 também denunciaram desde o início de setembro a ação violenta da PM e cobram o direito às manifestações e a liberdade de expressão.

Leia na íntegra o pronunciamento divulgado pela Conectas Direitos Humanos.

Histórico em manifestações

Desde as manifestações de junho de 2013, a polícia militar tem deixado sua marca registrada. Diversas pessoas já foram vítimas da ação truculenta, como o fotógrafo Sergio Silva, profissional que cobria as manifestações contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, no dia 13 de junho de 2013. Lá, ele foi atingido por uma bala de borracha disparada pela PM e perdeu a visão do olho esquerdo. O fotógrafo entrou na Justiça contra o governo do Estado e pediu indenização no valor de R$ 1,2 milhão por danos morais e materiais e uma pensão mensal de R$ 2.300.

No entanto, no dia 10 de agosto, a Justiça considerou que a responsabilidade do ferimento era do próprio Sérgio. O caso foi levado à ONU, na última sexta-feira (16) no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra na Suíça.

No dia 31 de agosto deste ano, a violência policial deixou outra cicatriz. A universitária e militante Deborah Fabri também perdeu a visão do olho esquerdo ao ser atingida por estilhaços de bombas disparadas pela polícia, no primeiro ato contra a posse de Michel Temer.

Além disso, desde o início de setembro, pelo menos dois fotógrafos teriam sido agredidos e seus equipamentos quebrados. Há também denúncias de um agente infiltrado do exército e de 26 jovens foram “detidos para averiguação” – sendo oito adolescentes.

Outro lado

Em nota, o governo de Estado de São Paulo afirmou ao Justificando que “esta reclamação ainda será avaliada pelo conselho, podendo ser ou não aceita. O órgão, nestes casos, costuma solicitar explicações ao Estado brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores. De qualquer forma, os fatos narrados pela ONG  já  estão sendo investigados por determinação do Governo de São Paulo e da Secretaria da Segurança Pública“.
Segunda-feira, 19 de setembro de 2016
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