Desembargador que anulou júris do Carandiru será denunciado no CNJ
Segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Desembargador que anulou júris do Carandiru será denunciado no CNJ

O desembargador do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), Ivan Sartori, que ficou conhecido nas últimas semanas por absolver 74 policiais militares envolvidos no massacre do Carandiru, uma vez que teria havido “legítima defesa”, será denunciado nesta terça (18) ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por abuso e falta de isonomia e impessoalidade no julgamento dos policiais que participaram do massacre que deixou 111 mortos. As informações foram divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo para o jornal Folha de S. Paulo.

O documento com a reclamação será encaminhado à presidente do órgão, Cármen Lúcia, com assinaturas de entidades importantes na defesa dos Direitos Humanos, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Conectas Direitos Humanos, a Justiça Global, o Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e os institutos Sou da Paz e Vladimir Herzog. 

Ainda segundo o jornal, a reclamação contará com a assinatura de acadêmicos como Luiz Carlos Bresser-Pereira, José Gregori, Paulo Sérgio Pinheiro, Fábio Konder Comparato, Marilena Chaui e Dalmo Dallari.

Histórico

Nos dias seguintes ao julgamento do Carandiru, circularam na mídia diversas decisões grotescas do desembargador, como a condenação de um homem faminto por furto de salame e a negação de banho a presos, por exemplo.

Há duas semanas, o desembargador também afirmou em suas redes sociais que a cobertura da imprensa é tendenciosa e que se perguntava “se não há dinheiro do crime organizado financiando parte dela [da imprensa]”.

Segunda-feira, 17 de outubro de 2016
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