Para juristas, capa da Veja com foto de Crivella não deve servir para palanque político
Terça-feira, 25 de outubro de 2016

Para juristas, capa da Veja com foto de Crivella não deve servir para palanque político

A Reportagem de capa da Revista Veja do Rio de Janeiro desta semana estampa foto de Marcelo Crivella, senador e candidato à prefeitura pelo PRB, quando fichado e preso no dia 18 de janeiro de 1990. Na ocasião, ele tentou resolver pelo uso da força uma possível invasão de terreno da Igreja Universal do Reino de Deus.

O candidato adversário do PSOL, Marcelo Freixo, disse que Marcelo Crivella (PRB), deve dar esclarecimentos sobre o que classificou de “ato de violência”. Durante visita à Casa do Jongo, ao pé do Morro da Serrinha, no sábado (22), Freixo demonstrou-se assustado com o fato ter sido abafado.

“Pelo que vi da reportagem, há a acusação de que houve a invasão de uma casa, onde morava uma família, uma família pobre, uma invasão com pessoas armadas, que ameaçam a família. É um ato bastante violento, que se assemelha às ações que eu já conheci por práticas das milícias. Então, acho que “Quem é o Crivella?” é uma pergunta que fica cada vez mais forte”, disse.

No entanto, Luciana Boiteux, candidata à vice pelo PSOL, que é professora de direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), manifestou ontem (24), em sua página pessoal do facebook que não faria críticas a ele quanto a esse motivo, em razão da presunção de inocência:

“Passando por sua linha do tempo para dizer que até o Crivella tem direito a um advogado e que não pode ser considerado culpado antes de sentença penal condenatória transitada em julgado. Por isso não irei reproduzir a capa da Veja.

Jamais votaria nele por outros motivos notórios, não por ele ter sido fichado.”

Rubens Casara, juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), também se demonstrou contrário a atitude da revista. “Não sei o motivo pelo qual o Crivella foi preso. Não sei dizer se essa prisão foi justa (prisões ilegais e injustas, infelizmente, não são raras). Agora, o fato dele ter sido preso há vários anos não o desqualifica como candidato. Os vários e insuperáveis problemas dessa candidatura são de outra ordem.”

Terça-feira, 25 de outubro de 2016
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