10 dicas de seriados para você assistir no feriado e final de semana
Segunda-feira, 14 de novembro de 2016

10 dicas de seriados para você assistir no feriado e final de semana

1. Black Mirror

Nosso coração ainda está na boca agora que terminamos a última temporada dessa série que é uma porrada na cabeça. À primeira vista, Black Mirror se propõe a trazer distopias sobre o futuro de comunicação, redes sociais e totalitarismo do Estado. 

Mas quando você assiste a série com maior atenção, as relações que a série – na qual cada episódio é independente entre si – faz com a realidade é inevitável. O Hackeamento da mente de militares para sentir cada vez menos empatia pelo “inimigo” da vez, o Ego das pessoas nas redes sociais sobrepondo-se a tudo em nome de uma curtida a mais, o discurso de ódio nas redes…

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A série foi adquirida pelo Netflix e acaba de lançar sua terceira temporada. É uma excelente pedida caso você esteja atrás de algo bom para assistir, mas prepare-se para momentos de intensa tensão…

2. The Walking Dead

The Walking Dead é fundamental para os primeiros anos da Faculdade, pois o cenário pós apocalíptico cheio de zumbis, antes de tudo, leva ao dilema da construção de uma nova sociedade, assentada sob outros princípios e valores. No caso da sociedade guiada pelo detetive Rick a propriedade privada se torna efêmera e a vida alheia é um mero detalhe quando buscam apenas a sobrevivência.

A 7ª temporada estreou na última semana e, ao passo que o tempo enfraquece zumbis, o agrupamento de seres humanos se torna o grande problema. A série, então, retrata questões de ciência política, como a formação de estados, relações de poder e disseminação do medo. Assista e vá longe nos pensamentos, tem teoria a perder de vista.

Como aponta o Filósofo Sílvio Almeida, há a metáfora entre a série e a pós-modernidade, cujo mundo não faz muito sentido; as pessoas sabem disso e muitas vezes não têm objetivo algum nele. Essa falta de sintonia produz ruídos tantos no TWD como na sociedade política atual.

3. Orange is the New Black

“The animals, the animals, Trapped, trapped, trapped ‘till the cage is full” (Os animais, os animais, presos, presos, presos até a gaiola ficar cheia). Com essa letra de música, OITNB começa todo episódio e dá uma ideia do que mostrará no presídio feminino de Litchfield, nos Estados Unidos.

Por ser lá, é necessário ter em mente que a realidade brasileira é muito pior, como fica claro em alguns dramas da série, a exemplo da revolta por quatro pessoas em uma mesma cela, fato que no Brasil seria um “paraíso”.

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Outros dramas são bem atuais como o próprio encarceramento, as dinâmicas entre as presas, as relações com os guardas prisisonais. A série é ousada e faz clara referência a violência policial contra negros e negras, como o assassinato de Michael Brown por um policial branco, que acabou gerando a revolta de Ferguson.

As presas, tanto lá quanto aqui, sofrem com a invisibilidade no debate prisional, pois geralmente quando se traz o assunto à tona, é de presos homens que se falam. Talvez por isso, no Brasil, a população feminina tem crescido mais e os presídios para os quais são levadas, não possuem a menor condição de recebê-las. Foram desenhados para homens.

4. House of Cards

Frank Underwood, interpretado por Kevin Spacey, tem ficado um pouco sem graça por conta da política brasileira que, de tão surreal, fez parecer essa série fruto de uma pessoa sem criatividade.

Brincadeiras à parte, House of Cards é fundamental para inspirar o aluno e a aluna do direito a analisar e se entreter com algo que normalmente não faz parte da grade curricular: a política.

O processo de elaboração, trâmite e votação de processos legislativos, tudo regado a muita vaidade e lobby. Sempre que seu professor ou professora falar da “mens legis” (intenção do legislador na aprovação da lei) lembre-se: nem sempre ela é das melhores.

5. Game of Thrones

Não é porque estamos falando de uma série que faz analogia com tempos mediaveis (só que com dragões e outras paradas bem legais) que não tem tema jurídico nisso, senhoras e senhores.

Assim como House of Cards, Game of Thrones estimula a política como parte fundamental da formação da pessoa. Tem que entender relações governamentais para entender o que diacho você está fazendo em um tribunal.

Fora que GoT introduz outras questões bem atuais, como o feminismo em personagens mulheres empoderadas e independentes e a questão dos refugiados além da muralha. 

Já que estamos falando disso, aproveitamos o ânimo para deixar aqui o Jogos do Poder – Especial Cultura Pop que explica como séries que têm se apropriado de temas progressistas estão angariando cada vez mais sucesso.

 
 

6. How to get away with murder

Outra série de tensão, trata da vida e carreira de Annalise Keating – que por si só já vale o ingresso, uma vez que quem interpreta é ninguém mais, ninguém menos que Viola Davis. Liderando a equipe de dois advogados e cinco estagiários, Annalise trata apenas de casos de homicídios cabulosos, nos quais a defesa começa no 7×1 e tem que virar o jogo.

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Mas não é só daí que vem o nome da série, pois Annalise e sua equipe não se limitam a resolver o caso para os outros, mas também tem que eles mesmos escaparem das acusações da polícia e do Ministério Público deles.

7. Mr. Robot

Conceitos anarquistas, hackeamento, Clube da Luta, Anonymous. Mr. Robot é a prova de que as instituições como estão postas não dão conta de uma parte da realidade globalizada, conectada e cada vez mais descolonizada do capitalismo. De outro lado, ao não se conectarem mais com a realidade, instituições vão se reconfigurando de acordo com elas próprias e alheias à democracia. É a era da pós-democracia.

Como lidar com essa realidade então? Mr. Robot, uma série sobre hackers ativistas não vai responder isso, mas apenas de dar uma pequena parte das perguntas.

8. WestWorld

Bata no liquidificador: Vida de Truman, com um pouco de Parque dos Dinossauros, mais Inteligência Artificial e cenas bem tensas para chegar a algo próximo de WestWorld, a série que narra a história de um Parque de Diversões futurista cheio de robôs que seguem roteiros dinâmico.

No parque, humanos podem interagir com robôs desde as formas mais amenas, como seguir até uma grande aventura, até em crimes brutais como assassinato e estupro. A série se desenvolve na emancipação dos robôs explorados rumo a algo que ainda não ficou claro. Vale assistir.

9. Suits

Suits é outra opção para curtir o mundo dos escritórios em um clima bem tranquilo. A série retrata o cotidiano do escritório Pearson & Specter, em Nova York, sendo referência aos alunos que se apaixonam pela defesa. 

Dois advogados protagonistas, Mike Ross e Harvey Specter, compõe a diferentes modos de atuação nos tribunais e no escritório. Assim como Boston Legal, a série é interessante para acompanhar discussões de casos de um modo bem sarcástico.

Suits chega a sua 5ª temporada. Diferente de Boston Legal, o roteiro é bem amarrado, então para acompanhar a série precisa ver do primeiro ao último episódio.

10. The Good Wife

The Good Wife retrata a rotina da advogada heroína Alicia que retoma a vida profissional depois de anos como dona de casa, tudo em razão de escândalo sexual envolvendo seu marido, governador de um estado norte-americano.

Ao contrário de Suits e Boston Legal, The Good Wife traz um seriado mais sério e maduro. Além dos aspectos inerentes em séries de escritórios de advocacia – casos, defesas e tribunais – a série trata do papel da mulher no mercado de trabalho, tanto no escritório de advocacia, como também nos ambientes forenses.

A narrativa desenvolve a “jornada da heroína”, quando a mulher dependente por completo do marido e dedicada ao lar, passa a se desenvolver e gritar independência a cada episódio até alcançar sua autonomia profissional, embora ela tenha sempre que lidar com os comentários “mas seu marido é governador”, etc.

Então, para entender um pouco da condição feminina, dos papéis da mulher na sociedade moderna e desenvolvida, além de se entreter com o clássico de seriados sobre advocacia, The Good Wife é uma excelente pedida.

Segunda-feira, 14 de novembro de 2016
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