Promotor que sugeriu “jeitinho” para eventual fim do auxílio-moradia é o novo Procurador Geral de PE
Sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Promotor que sugeriu “jeitinho” para eventual fim do auxílio-moradia é o novo Procurador Geral de PE

Foto: Reprodução/Facebook

O governador Paulo Câmara (PSB) indicou o promotor Francisco Dirceu Barros para o cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nesta quarta-feira (4). O novo procurador-geral ocupará o cargo por dois anos.

Barros foi o segundo mais votado na eleição interna da lista tríplice, sendo José Paulo Cavalcanti Xavier Filho o mais votado e Charles Hamilton dos Santos Lima, em terceiro. Além de ser autor de 67 livros jurídicos publicados, Barros (50) é especialista em Direito Penal e Processo Penal, reconhecido por seus 17 anos de carreira em que passou por funções de promotor de Justiça Criminal e da Justiça Eleitoral. A escolha dele para o cargo pelo governador Paulo Câmara (PSB), no entanto, teve uma repercussão negativa.

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) encaminhou um ofício ao chefe do Executivo estadual pedindo para que fosse respeitada a escolha do mais votado. Visando, talvez, acalmar um pouco discussão, o presidente da AMPPE (Associação do Ministério Público de Pernambuco), Rodrigo Braynera, disse: “desejamos sucesso ao novo procurador-geral porque o Ministério Público precisa. Mas recebemos a notícia com tristeza porque o governador não escolheu o mais votado“.

O promotor ganhou notabilidade quando teve um áudio amplamente reproduzido nas redes sociais, na qual sugeria que os membros do MP deveriam buscar alternativas para manter os privilégios diante da possível perda do auxílio-moradia (no valor de R$ 4.377,00 líquido), expondo uma prática vergonhosa para o serviço público. O “jeitinho” seria que em caso de perda remuneratória, a verba fosse compensada por meio da instituição de um auxílio-saúde.

Na gravação, o promotor demonstra preocupação com a possibilidade do STF (Supremo Tribunal Federal) cortar o auxílio que os juízes e promotores recebem desde outubro de 2014, por meio de um liminar do ministro Luiz Fux, que até o momento não foi encaminhada ao plenário. 

A circulação do áudio teve como resposta do promotor: “o cidadão que jogou nas redes sociais fez isso com o único escopo de prejudicar a minha candidatura ao cargo de Procurador Geral”.

A reportagem do Justificando entrou em contato com a assessoria de comunicação do MP do Estado para esclarecimentos sobre a gravação, mas foi informada que o novo procurador-geral falará com a imprensa apenas após a posse, prevista para o dia 13 de janeiro, faltando ainda a confirmação.

Sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
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