Trump deve combater terrorismo e não uma religião
Quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Trump deve combater terrorismo e não uma religião

A recente ordem executiva assinada pelo presidente americano Donald Trump, que suspende o programa de amparo a refugiados sírios e a emissão de vistos para pessoas procedentes de Irã, Síria, Iraque, Somália, Sudão, Iêmen e Líbia pelo prazo de 90 dias, colocou ainda mais lenha na fornalha de críticas que a nova administração vem sendo submetida desde que tomou posse.

Seus críticos consideram a medida pouco eficaz haja vista que generaliza a suspeita de terrorismo contra pessoas provenientes de tais regiões que em sua maioria são de religião muçulmana. Além disso, agrava uma das piores crises de refugiados nos últimos 70 anos.

Por outro lado, o governo Trump, justifica a medida como uma forma temporária de se compreender a exata extensão do problema de abrigo de refugiados e ao mesmo tempo impedir que terroristas infiltrados entrem no país, propondo criar meios de identificação e controle mais rígidos.

Há de lembrarmos, que desde a campanha eleitoral, Trump prometia rever os atuais procedimentos de imigração adotados pelos EUA, tendo em vista a escalada de terrorismo por todo o mundo, em especial na Europa, ao mesmo momento que se intensificou a acolhida de refugiados sírios.

A politica de maior controle no processo de imigração parece ser acertada no sentido de que ele demonstra querer ter maior controle das fronteiras dos EUA. Aliás, a falta de controle das fronteiras foi a mais forte das críticas submetidas aos governos da França e Alemanha quando foram alvo de atentados terroristas, que evidenciarem a falha na segurança de suas fronteira e monitoramento de prováveis ameaças.

Contudo, ao tentar demonstrar ser um presidente que está respondendo àquilo que era uma plataforma de sua campanha, e mostrar ser um presidente que esta efetivamente trabalhando para resolver a situação, Trump parece ter, por sua impulsão, cometido o erro de não ter pensado bem a implementação desta politica.

Muitos imigrantes, que inclusive estavam em deslocamento para a América, foram pegos de surpresa, gerando enorme – e com razão – protestos.

De qualquer forma, esta medida é provisória. Devendo a Casa Branca, agora, afinar o discurso em torno de ser este um prazo para se estabelecer um sistema eficiente de admissão na fronteira, bem como de monitoramento e verificação a pessoas que tenha de algum modo vinculo de propagação do islamismo radical, além de tentarem convencer que a caça é contra o terror e não contra uma religião.

Karl Arthur B. Vieira é advogado.

Quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
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