Você já ouvir falar em Vallisney de Souza Oliveira?
Quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Você já ouvir falar em Vallisney de Souza Oliveira?

Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, é atualmente o magistrado com mais casos criminais de destaque na mídia em suas mãos: a Lava Jato na primeira instância em Brasília, com seus desdobramentos (como a Sépsis); a operação Zelotes; a operação Greenfield; a operação Cui Bono (malas de dinheiro atribuídas a Geddel); a operação Panatenaico.

Em suas mãos há quatro ações penais movidas contra o ex-presidente Lula: duas pelas Zelotes, uma pela operação Janus e uma pela operação Lava Jato. Há com ele mais do que com Moro, que titulariza três ações contra Lula.

Pergunto a você, minha cara pessoa amiga: conhece o ROSTO de Vallisney Oliveira? Já viu a imagem dele no Jornal Nacional? Ele tem Twitter, com chancela de “perfil autêntico”? Ele tem uma página no Facebook em sua própria homenagem, supostamente mantida pela esposa? Ele aparece em fotos de eventos sociais? Você o viu no tapete vermelho do lançamento do filme sobre a Lava Jato? Tem foto circulando, em que está comendo pipoca no cinema? Lançou videozinho em rede social, conclamando a população a não se manifestar no dia do interrogatório de Lula?

É claro que sei a resposta: ao contrário de Sérgio Moro e Marcelo Bretas, você não faz a mínima ideia de qual é a aparência de Vallisney. E ele é a prova viva de que o processo criminal adquire características midiática e espetacularizada à medida que o juiz trabalha para que isso aconteça; ele é a prova viva, cabal, de que o juiz só aparece na televisão se quiser aparecer.

Vallisney representa em si um grande indício de que Moro e Bretas se conduzem na busca de holofotes. O artista que sobe ao palco não vai querer apresentar um show desagradável à sua plateia, e, como bem sabemos, a satisfação da multidão está geralmente na condenação de qualquer acusado, seja quem for, exceto em raros casos. É a jurisdição criminal a serviço do ego de juízes, com claro prejuízo aos indispensáveis atributos de imparcialidade e equidistância que devem manter.

Márcio Augusto Paixão é advogado graduado na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), sócio do escritório Márcio Paixão e Adriano Beltrão Advogados Associados. Texto originalmente publicado em sua página no Facebook.

Quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
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