Justiça e Liberdade: a segunda temporada
Quarta-feira, 7 de março de 2018

Justiça e Liberdade: a segunda temporada

Foto: 1967, manifestação contra Guerra no Vietnã/Bernie Boston/The Washington Star Collection

Há cerca de nove meses atrás, um time memorável foi reunido. Consegui recrutar Geraldo Prado, Flávio Antônio da Cruz, Antonio Pedro Melchior e Camilin Poli para uma coluna nos moldes da Contracorrentes, que por mais de três anos publicou com regularidade textos de Rubens Casara, Marcelo Semer, Márcio Sotelo Felippe, Giane Ambrósio Alvares e Patrick Mariano.

Leia mais: Justiça & Liberdade: uma nova coluna semanal no Justificando

De lá pra cá, muita coisa aconteceu. Justiça e Liberdade rapidamente se tornou um sucesso. Alguns dos textos mais marcantes do segundo semestre do Justificando foram publicados em nossa coluna e eventualmente serão (re)publicados em um livro conjunto, que incluirá também um texto inédito de cada participante.

Mas o destino nos pregou uma peça: apesar de todos terem gostado muito da experiência, manter um time fixo se mostrou inviável. Geraldo Prado precisou se afastar por pelo menos um semestre, enquanto Flávio nos deixa sem prazo definido de retorno, em razão dos inúmeros compromissos acadêmicos e da magistratura.

O projeto poderia ter sido encerrado, mas após proveitosos debates – dos quais Geraldo e Flávio participaram – concluímos que um sistema de temporadas poderia ser adotado.

A coluna deixaria de ter um elenco fixo e passaríamos a ter um grupo que seria renovado ao final de cada semestre ou, como preferimos chamar, cada temporada.

Um sistema assim pode ser mantido indefinidamente, já que ficou claro que não teríamos como manter o mesmo grupo reunido durante mais de três anos, como os amigos da Contracorrentes conseguiram.

Tendo sido tomada essa decisão, o próximo passo foi especular sobre quem teria condições de preencher o vazio deixado pela saída de Flávio e Geraldo. Rapidamente chegamos aos nomes de Ricardo Jacobsen Gloeckner e Leonardo Costa de Paula. São dois grandes processualistas, cujo pedigree é notoriamente reconhecido: Ricardo foi orientando de Aury Lopes Jr e Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, enquanto Leonardo foi orientando do próprio Geraldo Prado e também de Jacinto.

Isso já seria suficiente para credenciá-los com todas as honras. Mas todos que conhecem a produção de ambos sabem que ela fala por si mesma.

Quem não a conhece, terá a oportunidade de constatar que embora Flávio e Geraldo sejam rigorosamente insubstituíveis, Ricardo e Leonardo têm suas próprias qualidades e certamente irão abrilhantar Justiça e Liberdade.

O restante do elenco permanece intacto: eu novamente assumo a linha de frente e efetivamente inauguro a temporada com esta coluna, que, como na temporada anterior, contará com os talentos de Camilin Poli e Antonio Pedro Melchior.  Mais uma vez retorno ao Justificando, portal do qual faço parte desde o “dia um”, em junho de 2014.

Como de costume, o amigo Brenno Tardelli nos recebe com o habitual entusiasmo e enriquecerá nossas contribuições com o seu sensacional trabalho com imagens.

Justiça e Liberdade será novamente um espaço de resistência, que não se restringirá ao âmbito do processo, embora ele faça parte do DNA de cada um de nós. Os leitores certamente terão muito a descobrir nas semanas que se seguem. Não cabe a mim fazer uma antecipação do que está por vir. Digo apenas uma coisa: é em tempos sombrios que descobrimos do que cada um é verdadeiramente feito.

Somos professores. Assim resistimos. Escrevendo. Debatendo. Dialogando. Vamos em frente! 

Salah H. Khaled Jr. é Doutor e mestre em Ciências Criminais (PUCRS), mestre em História (UFRGS). Professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Escritor de diversas obras jurídicas. Palestrante.

Quarta-feira, 7 de março de 2018
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