Depois de anos em queda, trabalho infantil volta a crescer no mundo
Quarta-feira, 13 de junho de 2018

Depois de anos em queda, trabalho infantil volta a crescer no mundo

Depois de anos de queda constante, o trabalho infantil na agricultura começou a aumentar novamente nos últimos anos, impulsionado em parte por um aumento dos conflitos e dos desastres provocados pelo clima. Essa tendência preocupante não só ameaça o bem-estar de milhões de crianças, mas também prejudica os esforços para acabar com a fome e a pobreza no mundo, advertiu a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) na última terça, dia 12, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil

O número aumentou em todo o mundo de forma considerável, de 98 milhões em 2012 para 108 milhões atualmente, após mais de uma década em contínua queda, segundo as últimas estimativas. Os conflitos prolongados e os desastres naturais de tipo climático, seguidos pela migração forçada, obrigaram centenas de milhares de crianças a trabalhar.

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Os lares nos campos de refugiados sírios no Líbano, por exemplo, são propensos a recorrer ao trabalho infantil para garantir a sobrevivência da família. Ao mesmo tempo, os esforços para eliminar o trabalho infantil na agricultura enfrentam desafios persistentes, devido à pobreza rural e à concentração do trabalho infantil na economia informal e no trabalho familiar não remunerado.

Trabalho Infantil e Pobreza

Quando as crianças se veem obrigadas a trabalhar muitas horas, sua disposição para ir à escola e desenvolver suas habilidades são limitadas, o que interfere em sua capacidade de acessar oportunidades de empregos decentes e produtivos mais adiante na vida, incluindo os empregos em um setor agrícola modernizado. “É provável que as crianças que trabalham muitas horas continuem engrossando as filas dos pobres e famintos”, disse o diretor-geral adjunto da FAO, Daniel Gustafson. “Como suas famílias dependem de seu trabalho, isso priva as crianças da oportunidade de ir à escola, o que por sua vez impede que elas obtenham empregos decentes e renda no futuro”.

Segundo a FAO, três em cada quatro da 152 milhões de crianças que trabalham no mundo estão na agricultura. Cerca de metade de todo o trabalho infantil no mundo está na África: 72 milhões — em em cada cinco crianças africanas — trabalham, e a maioria no setor agrícola. Em seguida vem a Ásia, onde 62 milhões de crianças trabalham.

Quarta-feira, 13 de junho de 2018
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