Ativistas pela legalização do aborto são esfaqueadas em manifestação no Chile
Sexta-feira, 27 de julho de 2018

Ativistas pela legalização do aborto são esfaqueadas em manifestação no Chile

Imagem: AFP

Três mulheres foram esfaqueadas na última quarta-feira, dia 25 de julho, em Santiago, no Chile, durante marcha feminista pela legalização do aborto no país.

Pedindo “aborto livre, legal, gratuito e seguro”, a manifestação contou com cerca de 40 mil pessoas, que carregavam cartazes com os dizeres “as ricas pagam, as pobres sangram” e “mulheres marchando até que sejamos livres”. Os agressores agiram em grupo e encapuzados, já no final da marcha, e ainda não foram identificados. As três mulheres atacadas receberam atendimento médico e estão fora de perigo.

 

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“Sabemos que quando nos fazemos mais públicas, as agressões e ameaças aumentam contra nós”, afirmou em nota Macarena Castañeda, um das porta-vozes da Mesa de Ação Pelo Aborto no Chile, organização que atua pelos direitos reprodutivos das mulheres e um dos organizadores da marcha. “Esses atos de violência comprovam novamente a vulnerabilidade a que estamos expostas no Chile simplesmente por nos agruparmos e exigir nossos direitos fundamentais”.

No Twitter, a ex-presidente chilena Michelle Bachellet se pronunciou, no Twitter, em solidariedade às ativistas: ““Repudio profundamente os violentos ataques contra três mulheres que participaram ontem à noite da marcha pelo #AbortoLivre no Chile. Esse tipo de intimidação dos movimentos sociais lembra os piores anos da ditadura e são inaceitáveis em um país democrático.”

 

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Em agosto de 2017, durante o governo de Bachellet, o Chile descriminalizou o aborto em casos de estupro, inviabilidade do feto e risco de morte para a mulher. Agora, os movimentos feministas lutam para que o aborto seja legalizado, sob qualquer circunstância, até a 14 semana de gestação.

No Brasil, ativistas pelos direitos reprodutivos das mulheres também são vítimas de violência. A antropóloga e ativista Débora Diniz está sob programa de proteção do governo federal após sofrer ameaças de morte por sua posição favorável à legalização do aborto.

Assim como no Chile, ativistas vem atuando na luta pela legalização do aborto até a 12ª semana. Entre os dias 3 e 6 de agosto, a pauta será discutida em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF).

 


 

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