Sabatina de Marina Silva na FAAP é marcada por muitas questões em aberto
Quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Sabatina de Marina Silva na FAAP é marcada por muitas questões em aberto

A candidata à presidência Marina Silva (Rede), foi sabatinada nesta terça-feira, dia 28, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo. As perguntas, feitas pela platéia e por jornalistas, cobriram diversos temas, como o aborto, as reformas trabalhista e previdenciária e o corte de gastos públicos.

Em relação a muitos temas, a candidata preferiu deixar sua resposta em aberto, afirmando que trará o assunto ao debate com a sociedade, ou que as propostas ainda estão sendo discutidas.

Em relação ao aborto, um dos primeiros temas a serem levantados pelos entrevistadores, Marina Silva se posicionou contrariamente. Ainda assim, a candidata não é a favor da criminalização das mulheres que realizam um aborto: “Uma mulher que faz o aborto não deve ir para a cadeia. Ela deve ter assistência médica, amparo psicológico e ter acolhimento”. Para Marina, no entanto, o  tema é um assunto do legislativo e que, para que sejam ampliadas as situações em que o aborto é permitido por lei, deveria se realizar um plebiscito.

Em relação a reforma trabalhista, Marina destacou que irá “rever os pontos inaceitáveis da reforma, como uma mulher trabalhar em condições insalubres, ou uma pessoa ter meia hora para se alimentar”. Ao falar da reforma previdenciária, a candidata considerou que ela seja necessária, mas disse que não tem propostas fechadas sobre o tema. Quando questionada, ela não definiu idade que propõe para aposentadoria de homens e mulheres. Especificou, no entanto, que as mulheres devem ser aposentar antes dos homens.

 

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Quando o assunto foi o corte de gastos públicos, Marina Silva também não entrou em muitos detalhes. Considerou que uma medida necessária é o combate à corrupção e o controle de gastos com obras públicas. Por outro lado, garantiu que não fará cortes nos setores de saúde e segurança pública.

Marina Silva também deixou em aberto o tema das alianças políticas, dizendo que “irá governar com os melhores”. Quando perguntada sobre o ex-presidente Lula, também preferiu dar uma resposta mais ampla” “Erros cometidos pelo PT tem que ser punidos, assim como pelo PSDB, pelo PMDB, pela Rede”.

Perguntada sobre o seu veto à participação de Fernando Haddad na sabatina da Faap, Marina respondeu que apenas seguiu as regras do evento: “Se a participação de vices fosse autorizada, eu enviaria o Eduardo Jorge para não ter que interromper minha agenda”.

Em relação a alguns temas, ao contrário do tom geral da sabatina, Marina Silva demonstrou ter uma posição mais assertiva. Quando perguntada sobre a segurança pública, criticou duramente os candidatos que defendem a legalização do porte de armas por cidadãos: “Um candidato a presidente não pode propor que as pessoas tenham uma arma para se defender com as próprias mãos. O uso da violência é um monopólio do Estado”.

 


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Quarta-feira, 29 de agosto de 2018
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