As mentiras e os espantalhos retóricos que viralizam nas redes sociais
Terça-feira, 18 de setembro de 2018

As mentiras e os espantalhos retóricos que viralizam nas redes sociais

Arte: André Zanardo e Caroline Oliveira

Discurso de Ódio e Fake News

No campo da linguagem e dos discursos, estamos (re)vivendo um período de certezas e pré-conceitos fortes, em que o estado de dúvida do pensamento tem sido cada vez mais soterrado com a avalanche de opiniões e comportamentos inflexíveis, intolerantes e caricatos. É uma necessidade humana de encontrar sempre um porto-seguro que não abale as estruturas da “zona de conforto” desejada ou da ilusão mental construída. A busca pela segurança, ainda que inventada, não tem simpatia pela dúvida inerente à própria condição humana.

O discurso de ódio vem nessa onda da construção da “verdade”, única ou hegemônica, daquele que enuncia o discurso, ao mesmo tempo em que representa um (des)encontro hostil com o “outro” diferente. Essa hostilidade é construída a partir da criação de um antagonista/inimigo que precisa ser desumanizado para ser destruído. Por isso, as mentiras, as notícias falsas (“fake news”) em torno deste precisam existir em função de uma lógica binária que sustenta o maniqueísmo. É o pensamento dicotômico que bifurca posicionamentos que não admitem o meio-termo e o equilíbrio (ou é X ou é Y). Há uma intimidade promíscua, pois, entre o discurso de ódio e as “fake news”.

Dessa maneira, o discurso de ódio tem, portanto, um viés moralista de purificação do “eu/nós” e demonização do “outro/eles”. Numa perspectiva foucaultiana, normatiza-se o que esse “outro” deve expressar, a partir da colonização dos modos de ser e de existir, segundo uma lógica hegemônica que disciplina e molda comportamentos. Não é à toa o apego do discurso de ódio tem à tradição, à pátria, à família e a Deus. O termo “família”, propositalmente, é sempre colocado no singular, no sentido de demarcar um espaço de poder patriarcal que invisibiliza e exclui outras formas de composição familiar, ou seja, “famílias” (no plural). Em outras palavras, o que não pertence ao mundo do “eu/nós” é passível de ser distorcido e destruído.

É, portanto, fundamental que a culpa do “mal” seja atribuída a esse inimigo. Quanto maior a musculatura dele melhor para o discurso de afirmação da salvação, pois a busca da vitória se torna performaticamente mais gloriosa com a derrubada de um gigante. A derrota de um time grande sempre capitaliza um resultado melhor, sobretudo no campo da imagem. Noam Chomsky diz que “tudo começa sempre com uma ofensiva ideológica que cria um monstro imaginário, seguida pelas campanhas para destruí-lo”[1].

Lembremos que, na década de 1990, a televisão era inundada por inúmeros filmes hollywoodianos de ação, cujo inimigo principal era o russo comunista. Essa construção, demonização e amplificação do inimigo formata o imaginário social de tal modo que se produz, automaticamente, o comportamento de manada bovina, que reproduz discurso de ódio e compartilha postagens falsas de forma indevida, sem checagem das fontes. Não é à toa que o espantalho do “combate ao comunismo” da Guerra Fria reverbera até hoje.

Desse modo, a mentira historicamente foi, e continua sendo, instrumentalizada pela política para legitimar a dominação. No cenário político dos Estados Unidos, mentiras foram fabricadas para justificar a “Guerra” do Vietnã. Ainda que porém, desmascaradas, posteriormente, com a ajuda da publicação corajosa do jornal “The Washington Post”, como mostra o filme “The Post – A Guerra Secreta”. Assim também como inverdades foram construídas pelo ex-presidente George W. Bush sobre as supostas armas de destruição em massa que o Iraque teria, exatamente para endossar a invasão do país, em 2003.

Essas propagandas falsas manipulam fatos e determinam rumos. Chomsky afirma que “a propaganda política está para uma democracia assim como o porrete está para um Estado Totalitário”[2]. E, para além dessa perspectiva, tivemos um “plus” com as redes sociais, que foi a democratização da mentira e a sua respectiva viralização. O poder de alcance da mentira, através das “fake news”, aumentou consideravelmente, de maneira que qualquer pessoa pode ser um vetor forte de desinformação.

 

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Na era da busca frenética dos “likes” a qualquer custo, a mentira virou uma mercadoria valiosa de pregação para convertidos. Mente-se publicamente, sem qualquer escrúpulo, através de um clique, de um compartilhamento. Não há mais vergonha em esconder a estupidez. E a mentira terá mais capital estético se for acompanhada do espetáculo da lacração, da humilhação do adversário e da derrota do inimigo construído. Dessa maneira, o ódio engaja, atrai e fortalece os laços afetivos de uma militância incumbida de destruir o “outro”. O sucesso do MBL (Movimento Brasil Livre), nas redes sociais, revela esse modo operacional.

Nesse sentido, o discurso de ódio e as “fakes news” protagonizam mentiras e espantalhos retóricos que viralizam nas redes sociais. Em 2016, na campanha eleitoral para a presidência dos EUA, Trump declarou que Obama era o fundador do Estado Islâmico. No Brasil, no mesmo ano, viralizou que bolivianos estariam invadindo o país para impedir o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Essa narrativa falsa já era utilizada antes para afirmar que o Brasil estaria tomado pelo “bolivarianismo”. Ainda em 2016, no Twitter, Janaina Paschoal comentou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estava a um passo de atacar o Brasil, através de uma base militar na Venezuela.

Recentemente, em agosto de 2018, Bolsonaro, na campanha para a presidência do Brasil, afirmou que a ONU é uma reunião de comunistas. Seguindo idêntica trilha, o também candidato à presidência, Cabo Daciolo, ao participar do debate ao vivo entre os presidenciáveis, na Rede Bandeirantes, perguntou a Ciro Gomes o que ele tinha a dizer sobre o plano URSAL, que seria a União da República Socialista da América Latina – uma suposta nação sem fronteiras – e aproveitou para dizer que o comunismo não teria vez no seu governo. Cabo Daciolo fez, também, frequentes discursos inflamados contra o “perigo” da maçonaria.

Verifica-se, assim, a lógica da construção do inimigo a partir da instrumentalização dos medos, dos delírios e das alucinações. No filme Matrix, de 1999, percebe-se o choque linguístico entre “realidade” x ilusão (simulacro da realidade, representação do real). A matrix é essa simulação do real (“realidade” simulada por computadores), simbolizada como algo aprisionador, sendo comandada pela estrutura tecnologizada da inteligência artificial, que domina o “mundo” e mantém o estado de conformidade – e ignorância – das pessoas.

“A ignorância é maravilhosa”, uma das frases famosas do referido filme, pode ser interpretada como uma crítica à sociedade imediatista, efêmera, do consumismo desenfreado e do fetichismo das coisas, na medida em que muitas pessoas optam por viver um mundo de aparências, de representação da realidade, cuja face de incertezas, complexidade, contradições, ambiguidades, dores e infelicidades intrínsecas é sistematicamente negada, como parte real deste mundo líquido.

Nesse sentido, causa mal-estar, sofrimento, dor, ansiedade, angústia e infelicidade ter a consciência de que o mundo escapa do nosso controle quando não está reduzido às nossas projeções de pensamento. Por isso, muitas pessoas criam um sistema mental, uma espécie de “Matrix”, para simularem a realidade conforme suas conveniências, alimentando-se de suas próprias convicções e pré-conceitos, numa autorreferencialidade infinita do “eu/nós” contra a pecha do “outro/eles”. Esse estado é o terreno fértil para a disseminação do discurso de ódio e a propagação de “fake news”, cujo espantalho da “ameaça comunista” faz todo sentido.

Diante da profusão de narrativas falsas, não foi à toa que, em 2016, a expressão pós-verdade (post-truth) foi escolhida pelo Dicionário Oxford como a palavra do ano. A definição que o dicionário utiliza é a de que a pós-verdade “se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Isso quer dizer que não importam os fatos, pois o apelo à emoção e a crenças pessoais determina o imaginário social. E nisso se formata a cultura e o cultivo do ódio como capital político/social para disseminar mentiras e destruir oponentes.

No Brasil, em março de 2018, depois do assassinato brutal da vereadora Marielle Franco, surgiram postagens de que ela era ex-companheira de Marcinho VP e teria sido eleita pela facção criminosa “Comando Vermelho”. O conteúdo dessas mentiras viralizou nas redes sociais, sendo compartilhado por autoridades públicas que tinham o dever de zelar pela checagem das fontes. Essa produção de “fake news” se deu, simplesmente, porque Marielle foi identificada e caricaturada como “comunista”, ou seja, era um alvo inimigo a ser abatido. A morte também é capitalizada para engajar o ódio. Não se respeita mais nem o luto. O ódio assassina reputações e massacra até quem não pode mais se defender.

Além disso, outro fato que produziu uma série de “fake news”, por meio do discurso de ódio, foi em relação ao atentado que Bolsonaro sofreu, no dia 06 de setembro de 2018, na cidade de Juiz de Fora/MG, quando fazia campanha política como candidato à presidência do país. Bolsonaro foi covardemente esfaqueado e poderia ter morrido, caso não fosse prontamente submetido a procedimento cirúrgico.

Entretanto, em vez da solidariedade e do respeito à vida alheia, logo surgiram milhares de “fake news”, relativizando o ataque sofrido e insinuando que seria uma armação proposital para vitaminar a candidatura dele. Em seguida, uma nova rodada do círculo vicioso do ódio alimentou “fake news” no sentido contrário, afirmando que a esquerda e o comunismo seriam os responsáveis pela tentativa de homicídio contra Bolsonaro. É uma guerra de narrativas falsas

Desse modo, é importante destacar que não se pode cair nas armadilhas da comemoração cega da violência que, eventualmente, produtores do discurso de ódio sofrem, em razão da própria cultura de ódio que alimentam em seus discursos. No Brasil, não temos maturidade política e democrática para compreender e administrar o ódio em níveis toleráveis, ao mesmo tempo em que vemos, em muitos eleitores, a lógica do comportamento de torcida que mitologiza políticos, transformando-os em “mitos”, gerando, assim, um perigoso fanatismo ideológico. Daí a preocupação com o combustível do ódio antes de se transformar em chamas incontroláveis.

Assim, não se trata de culpabilizar a vítima, como a cultura patriarcal faz em relação à mulher que é estuprada, por trajar roupa curta, mas de contextualizar o combustível que incendiou um covarde atentado contra um candidato à presidência. A corrente do ódio não pode ser estimulada e retroalimentada. Se Bolsonaro debocha das vítimas da ditadura civil-militar de 1964, elogiando torturadores, ou faz apologia à violência, tais fatos não autorizam e nem legitimam o revide do ódio na forma de mais ódio, como no elogio a Adélio Bispo de Oliveira, algoz violento de Bolsonaro.

A reafirmação do compromisso ético e a defesa dos valores humanistas não sustentam discursos de torcidas igualmente apaixonadas pelo ódio. É preciso conter o sistema retórico que retroalimenta o ódio, numa cadeia discursiva sem fim. Bolsonaro é um conhecido disseminador do discurso de ódio, mas o atentado à sua pessoa foi um atentado à própria democracia. Não se pode cair na tentação de produzir a mesma lógica retórica do discurso de ódio que prega “direitos humanos para humanos direitos”.

É preciso, inclusive, que cada cidadão seja capaz de olhar para dentro de si, no sentido de tentar não se “monstrualizar”, já que é bastante sedutora a emoção do ato de odiar sem limites. Nessa perspectiva, Nietzsche, no livro “Para além do bem e do mal”, escreve alguns aforismos pertinentes. Ele diz que “A marca dos homens elevados não é a força e sim a duração dos sentimentos elevados”. Em outro aforismo posterior, afirma que “Quem luta com monstros deve se precaver para não se tornar monstro também. E quando você olha longamente para um abismo, o abismo também olha bem dentro de você”[3]. Assim, em momentos de extrema polarização, torna-se muito perigoso o apego excessivo ao ódio mútuo. O abismo da autodestruição ensaia o princípio do fim.

É por isso que devemos ser vigilantes de nós mesmos, nesse cenário de tempos sombrios de celebração do ódio e disseminação de “fake news”, em que a emoção aflora, a intolerância avança e a distorção sabota. São tempos estranhos de sabotagem do “outro”, sobretudo quando esse “outro” faz parte de alguma minoria excluída (ex: negros, índios, população LGBTQIA+, mulheres, pobres). São tempos de fantasmas autoritários que ressuscitam mentes do desamor.

 

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O caminhão do ódio encontrou uma avenida sem semáforos, cujos pedestres, que ousam atravessá-la, são atropelados por um discurso de mão única. Cria-se um Código dos Fatos, em que a narrativa é administrada por sujeitos que ditam a “verdade”, na tentativa de estabelecer uma verdade hegemônica, aquela em que os fatos e o “outro” vão ser definidos em função de um discurso alheio a eles. A gestão dos fatos é customizada para atender a essa lógica codificada de crença, tendo como campo fértil os seus delírios e espantalhos.

Além disso, o discurso de ódio encontra bastante eco e ressonância no apoio aos linchamentos, às torturas e ao extermínio de suspeitos de crimes ou presidiários. Nesse campo discursivo, jorram “fake news”, a exemplo das viralizações de que todo preso recebe auxílio-reclusão. Não há a menor preocupação ética em dizer o que é esse benefício previdenciário e os requisitos legais para a sua concessão. Os vetores da desinformação prevalecem, sem qualquer criticidade, e formam o comportamento de manada do ódio nas pessoas.

O que mais causa espanto é quando esse ambiente empoeirado de ódio vem de cristãos que vão à igreja com bastante frequência. Nas missas e nos cultos, presume-se, em tese, que, nas pregações, haja uma incompatibilidade intrínseca com o ódio, por ser um ambiente de propagação dos valores defendidos por Cristo, tais como o amor, a compaixão, o perdão, a misericórdia e a paz.

Como é possível ir a um ambiente de amor e paz e sair de lá para pregar o ódio no dia a dia? É assustador e também desolador ver políticos, com discurso de ódio, usando os púlpitos das igrejas como palanques para disseminar o ódio e a guerra. Como ser cúmplice disso? Há uma passagem bíblica que nos ajuda a tentar entender essa incongruência: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Matheus 15:8).

A situação é tão grave que, na manipulação própria do discurso de ódio para a gestação de mentiras e produção de “fake news’, já houve, nas redes sociais, viralizações de memes que legitimavam a matança de acusados de crimes e presidiários, com base em textos do Antigo Testamento, a exemplo de Êxodo (21:23-25 e 22:2,3).

Por outro lado, por que se esqueceram de 1 Samuel (25:31), também no Antigo Testamento? Por que se esqueceram (de forma proposital) do Novo Testamento, com o marco temporal do protagonismo de Jesus, e das mensagens de amor, perdão, paz, solidariedade, misericórdia e compaixão, previstos em Mateus (5:38-48; 25:35-46), Romanos (12:20,21; 12-14), João (13:33-35), Efésios (4:31,32), Gálatas (5:14,15)? Por que se esqueceram, também, do exemplo do samaritano (amar sem distinções ou barreiras), bem diferente das atitudes do sacerdote e do levita, na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37)?

Dessa maneira, se por um lado, a crise atual, no país, favorece esse cenário autoritário que alimenta o ódio nas pessoas, por outro lado, a crise não é um cheque em branco para a aceitação/naturalização de retóricas que querem interditar o debate, alimentar a polarização cega e anular a humanidade existente no “outro”. É preciso ter maturidade para perceber e desconstruir a cegueira ideológica que bifurca a realidade em purificados e demonizados, que tenta justificar o injustificável, e que pratica malabarismos interpretativos de proteção a políticos e líderes de estimação que, de forma irresponsável, viralizam o horror para capitalizar adeptos.

A canção “Carta aos Missionários”, da banda “Uns e Outros” e regravada pela banda “Biquini Cavadão”, traz uma reflexão forte sobre os perigos de um cenário de ódio, destruição, morte e guerra, quando finaliza a música: “Vindo de todas as partes, indo pra lugar algum. Assim caminha a raça humana. Se devorando um a um. Gritei para o horizonte. E ele não me respondeu. E então fechei os olhos. Sua voz, assim me bateu”. Esse trecho poético da canção toca a alma e é preciso ouvi-lo; afinal, Rubem Alves dizia que “a alma só ouve a música” e que a poesia é “o uso das palavras para produzir música”[4].

Assim, atualmente, refletir sobre o discurso de ódio e sua relação íntima com as “fake news” é um imperativo ético para prevenir a destruição de nosso marco democrático. É dever de todos nós aprimorar a democracia e (re)oxigená-la com mais democracia, criando, para isso, mecanismos que quebrem a corrente que promove, capitaliza e propaga o ódio e suas narrativas falsas. Essa (re)pactuação é possível, começando por desarmar nos corações e mentes a bomba do ódio que se instalou em nossa sociedade, antes que essa tentativa ocorra tarde demais, para deter a contagem regressiva dessa explosão que pode dinamitar, mais ainda, nossos laços, precariamente construídos.

 

Bruno Antonio Barros Santos é Defensor Público no Estado do Maranhão.

 


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[1] CHOMSKY, Noam. Mídia: propaganda política e manipulação. São Paulo: WMF Martins Fonte, 2013, p. 46.
[2] Ibid., p. 21.
[3] NIETZSCHE, Friedrich. E-book Para além do bem e do mal. Rio de Janeiro: BestBolso, 2016. Kindle Version. Paginação irregular.
[4] ALVES, Rubem. E-book Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. Kindle Version. Paginação irregular.

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