Justiça suspende reintegração de posse do Quilombo Campo Grande em Minas Gerais
Quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Justiça suspende reintegração de posse do Quilombo Campo Grande em Minas Gerais

Foto: youtube/ Ponte.
Fonte: EBC.

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O desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), suspendeu, na última sexta-feira (30), a reintegração de posse do Quilombo Campo Grande, na cidade de Campo do Meio (MG), onde vivem 450 famílias que produzem há cerca de 20 anos no terreno, de acordo com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A informação foi divulgada no dia 3.
 
A reintegração havia sido determinada em 7 de novembro por liminar do juiz Walter Zwicker Esbaille Junior, que mandou que as famílias assentadas, moradoras da área da usina falida de Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (Capia), desocupassem a área. O juiz havia dado prazo de sete dias para os assentados deixarem o local e a reintegração poderia acontecer a qualquer momento após este período.

Brant considerou que os acampados “ocupam a área rural por considerável período, aproximadamente 14 anos, com cultivo de lavoura de café entre outros, havendo inclusive imóveis edificados nos quais residem as respectivas famílias”.

Para o MST, a suspensão do despejo é uma vitória parcial. “Cada vitória tem que ser comemorada com muita força. Essa decisão comprova a legitimidade do Projeto de Reforma Agrária Popular”, disse o movimento em nota.

No quilombo, há 1.200 hectares de lavoura de milho, feijão, mandioca e abóbora, 40 hectares de horta agroecológica e 520 hectares de café, segundo levantamento do MST, além de centenas de casas, currais e quilômetros de cerca. O movimento diz que o terreno ocupado gera trabalho e renda para cerca de 2 mil pessoas. De acordo com o MST, é preciso regularizar a situação do terreno para garantir que as famílias continuem produzindo e vivendo no local.

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