Saiba quem são e o que querem os “coletes amarelos” que protestam na França
Quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Saiba quem são e o que querem os “coletes amarelos” que protestam na França

Imagem: coletes amarelos (Gilets jaunes) protestam contra o aumento dos preços do combustível e dos custos de vida na França em 1º de dezembro de 2018. Foto de Eliot Blondet/Abaca Press/TNS.
Fonte: EBC.

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Os manifestantes na França, denominados “coletes amarelos”, reúnem aposentados, artesãos, diaristas, camareiras, desempregados, caminhoneiros, operários e pequenos empresários. Eles lideraram por três semanas uma onda de protestos no país, protagonizando cenas de violência em Paris, e levando o presidente francês, Emmanuel Macron, a suspender o reajuste do imposto sobre combustíveis.

“Eu queria ver Macron e [o primeiro-ministro, Édouard] Philippe vivendo com 1.100 euros líquidos por mês [o equivalente a cerca de R$ 4.700,00]”, disse à Agência EFE Michel Arnald, que é caminhoneiro. Outro manifestante que se identificou apenas como “Michel”, pai de cinco filhos, disse que o momento é de continuar a luta.

Desde 17 de novembro, quando foi convocado o primeiro grande protesto nacional por meio das redes sociais, dezenas de “coletes amarelos” – que ganharam esse nome por usarem uma jaqueta fluorescente obrigatória nos carros da França para o caso de acidente – estão nas rotatórias da cidade.

Os “coletes amarelos” defendem o aumento dos valores do salário mínimo e das aposentadorias e também a renúncia de Macron. Todos os dias os manifestantes fazem uma fogueira improvisada em locais turísticos de Paris. O colete amarelo virou uma espécie de símbolo de luta social: a veste é um item de segurança de trânsito obrigatório na França e em vários países da União Europeia. Não tê-la no automóvel é uma infração passível de multa, cujo valor depende de país para país. Como a principal pauta das revoltas envolve o preço dos combustíveis dos automóveis, o colete acabou se tornando um símbolo das revoltas.

Partidos de esquerda anunciam menção de censura contra governo francês

Os partidos de esquerda no Parlamento da França apresentarão, na próxima segunda-feira (10), moção de censura contra o governo, por causa da forma como tem gerido a crise dos “coletes amarelos” e para mostrar que “outra via é possível”.

Segundo o primeiro-secretário do Partido Socialista, Oliver Faure, a moção de censura tem o apoio da Franca Insubmissa (esquerda radical) e do Partido Comunista, embora deseje que outros grupos se somem à iniciativa na Assembléia Nacional, onde o partido do governo conta com maioria absoluta. 

Em entrevista, Faure explicou que os três grupos vão “buscar nos próximos dias a ampliação do número de partidos que se somem à monção”, que tem escassas chances de prosperar devido à cômoda maioria absoluta que tem o partido do governo.

Consciente disso, o líder socialista se perguntou: “Para que serve? Para demonstrar que outra via é possível […] Há uma finalidade comum, (fazer) com que a justiça seja mais firme”.

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