Saiba quais são as propostas dos estreantes na política que tomam posse no Senado amanhã
Quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Saiba quais são as propostas dos estreantes na política que tomam posse no Senado amanhã

Por Gabriel Prado


As eleições de outubro de 2018 foram marcadas por uma renovação política do Senado Federal que não era vista desde a redemocratização. As urnas refletiram o interesse de alteração dos quadros e rompimento com a velha política que foram conclamados nas ruas. Dentre os eleitos neste pleito, nove são estreantes na política nacional

Ligados principalmente às áreas de segurança pública e justiça, os novos senadores se elegeram com discurso relacionado à diminuição da criminalidade e favorável à moralização da política. Na próxima sexta-feira (01), dos 54 senadores que tomarão posse, 46 não estavam no Senado no ano passado, uma renovação histórica, de cerca de 85%.

Fabiano Contarato – Rede (ES)

Delegado de polícia e professor de direito, Contarato é o primeiro senador homossexual assumido do Brasil. Atuou na divisão de delitos de trânsito e foi corregedor-geral do Espírito Santo. Filho de motorista de ônibus e de uma dona de casa, o estreante capixaba é cristão praticante, contra a descriminalização do aborto e tem um filho adotivo de 4 anos.

Fabiano foi eleito com uma agenda ligada a violência urbana decorrente do trânsito, contra o apadrinhamento político e pela moralização da política. O político tem um discurso pela proteção do estado de serviços sociais e contra a reforma trabalhista.

Capitão Styvenson – Sem partido (RN)

Policial militar que ficou conhecido pela rigidez da aplicação da Lei Seca nas blitzes em Natal, autuando magistrados, autoridades, colegas de farda. Segurança e educação são apresentadas como prioridades. O Senador eleito em primeiro lugar nasceu no Acre e se mudou para Natal para estudar.  

Abandonou na última quarta-feira (30) a Rede, partido pelo qual foi eleito. O coordenador da legenda no Rio Grande do Norte, Freitas Júnior, declarou que após as eleições, Styvenson não procurou mais o partido para discutir sua permanência, e então teria se desfiliado.

Alessandro Vieira – PPS (SE)

Delegado da polícia civil, Vieira foi eleito pela Rede e migrou para o PSS. Apresenta-se como favorável a reforma política como fim do fundo partidário, fim da reeleição. Nas mídias digitais se coloca contra a impunidade que seria manifestada no forma do foro privilegiado.

O senador é favorável ao porte de arma para o cidadão de bem. Acredita que falta uma política de segurança pública do estado devido o baixo efetivo no Estado.

Soraya Thronicke – PSL (MS)

Advogada e defensora do direito à propriedade privada, Soraya declarou que é “extremamente alinhada com toda a pauta do Bolsonaro” em entrevista à Rede Globo. Sendo também contrária à descriminalização do aborto e favorável ao armamento da população.

Defensora de um novo modelo de licitação, com seguradora para a pesquisa e investigação, o que seria a performance Bond que já é facultada pela legislação brasileira.

Sobre a pauta carcerária, a senadora propõe que o preso trabalhe para “custear o hotel”, que seria o presídio, indenizar a vítima e fazer uma poupança para seu saída. Segundo a proposta, o trabalho dos presidiários levariam em consideração a produtividade estipulada pelas empresas.

Selma Arruda – PSL (MT)

Selma é uma magistrada que se aposentou no ano passado após ganhar notoriedade por prender políticos no estado. Levantando a bandeira contra a corrupção a impunidade no país. Selma é contra a aposentadoria compulsória de magistrados e pretende trabalhar pela revisão do projeto de reforma de previdência.

Na dia 24 de janeiro, o TRE-MT desaprovou por unanimidade as contas da parlamentar por ausência de contrato com a empresa de publicidade da campanha. Ainda tramita um processo na justiça sobre o suposto caixa 2 pago pelo primeiro suplente Gilberto Eglair Possamai.

Oriovisto Guimarães – Podemos (PR)

Empresário e filho de políticos, nasceu no interior de São Paulo e esteve ativo na campanha de Álvaro Dias a presidência. Foi filiado durante 10 anos ao PSDB até 2018 quando se juntou ao Podemos e foi eleito. Guimarães foi o senador eleito mais rico do Brasil, com uma declaração patrimonial de 240 milhões de reais ao Tribunal Superior Eleitoral.

Favorável a reforma na política com o fim da reeleição, critica a atual carga tributária brasileira e acredita que os políticos brasileiros possui muitos privilégios. Defende que a reforma da previdência estabeleça medidas próximas a da iniciativa privada

Eduardo Girão – Pros (CE)

Empresário e ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube, Girão fundou em 2004 a Associação Estação da Luz, entidade sem fins lucrativos de caráter social e de produções audiovisuais do cinema brasileira. Nas eleições de 2018 desbancou Eunício Prudente, atual presidente do Senado.

O senador pretende lutar contra a descriminalização do aborto e das drogas, favorável ao armamento da população e diminuição da carga tributária. Girão propõe a redução do número de deputados federais passando de 513 para 300, segundo ele a medida geraria uma economia de R$ 2 bilhões nas contas públicas.

Marcos do Val – PPS (ES)

O senador é um instrutor, consultor, palestrantes que já instruiu grupos de segurança pública renomados pelo mundo como a SWAT, FBI, DEA, U.S. Marshalls, o grupo anti-terrorismo da equipe de Operações Especiais da NASA. Ganhou notoriedade no país quando criticou em cadeia nacional a Polícia Militar de São Paulo pela atuação no caso trágico de Eloá Cristina.

Defende pautas ligadas a segurança pública, liderou a campanha “Não Reaja” para situações de violência, mas acredita que a posse de arma aumenta a sensação de segurança. É favorável ao aumento no número de presidiários e tem os Estados Unidos, maior população carcerário do mundo, como modelo.

Carlos Viana – PSD (MG)

Jornalista, radialista e apresentador de telejornal, Viana tem experiência em cobertura de jornalismo policial. Acredita que a reforma trabalhista foi um avanço e que a previdência precisa ser reforma, mas não no modelo apresentado pelo presidente Michel Temer.

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