População avalia que a descriminalização de drogas é um debate amadurecido
Quarta-feira, 19 de junho de 2019

População avalia que a descriminalização de drogas é um debate amadurecido

Durante a 11º Marcha da Maconha, em São Paulo, Gabriel Pedroza, apresentador do programa “Que Droga É Essa?”, do Justificando, conversou com algumas pessoas  na manifestação. Ao contrário do que se pensa, as ruas mostram que o debate sobre a descriminalização de drogas está amadurecido e pronto para ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O resultado dessas entrevistas pode ser conferido no curta-metragem produzido pelo Justificando e parceiros, durante a Marcha da Maconha.

Ao contrário do que defende o ministro da Cidadania Osmar Terra, o 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, encomendado pelo Ministério da Justiça, em 2014, à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que não há uma epidemia de drogas no Brasil, como opinou o ministro, em entrevista ao jornal O Globo.

“Na minha opinião, as pesquisas da Fiocruz estão sendo montadas para provar que não tem epidemia. Agora, anda na rua no Rio de Janeiro e vê a quantidade crescente de pessoas se drogando nas ruas. Se isso não é uma epidemia, eu não entendo mais nada do que é epidemia”, disse o ministro, para o qual a Fiocruz “tem um viés ideológico de liberação das drogas”.

Para ele, a situação do uso de drogas no Brasil é uma “tragédia”. Em um projeto de lei de 2010, (PLC 37) enquanto era deputado federal (MDB-RS), Terra propôs alterar a Lei de Drogas para estabelecer internação involuntária para dependentes químicos, incorporação de comunidades terapêuticas e aumento da pena para o tráfico. Seu projeto foi aprovado pelo Senado Federal e tem até o dia 5 de junho para ser sancionado pelo presidente.

Segundo Cristiano Maronna, secretário-executivo da Plataforma Brasileira de Drogas (PBPD), que estava presente na Marcha, “a pesquisa da Fiocruz desmente a ideia de que existe uma epidemia de drogas no Brasil, o argumento do governo, especialmente do Osmar Terra. O estudo revela que o principal problema no Brasil é o consumo de álcool”. De acordo com o levantamento, a idade média de consumo de álcool no Brasil é de 17 anos para meninas e 15 anos para meninos. Maronna crê que isso é “preocupante, porque mostra que os adolescentes estão tendo acesso a uma bebida perigosa que causa danos à saúde antes da idade que a lei autoriza”.

Quarta-feira, 19 de junho de 2019
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