De locus de balbúrdia a bunker de resistência a pandemia
Segunda-feira, 25 de maio de 2020

De locus de balbúrdia a bunker de resistência a pandemia

Arte: Justificando

 

Por Luiz Eduardo Cani Sandro Luiz Bazzanella

 

As instituições que compõem o estado brasileiro e que prestam serviços públicos essenciais se tornaram alvo preferencial do governo Bolsonaro. As Universidades públicas foram içadas à locus de balbúrdia, regadas a orgias, produção e consumo de drogas [1], dentre outros impropérios propagados por gente cuja estatura é tão insignificante quanto aqueles comentários.

 

 

Desde então, bolsas de pesquisa foram cortadas e orçamentos para eventos científicos foram reduzidos. Há um nítido desinteresse pela educação, pois, de acordo com os detratores do governo atual, as universidades se tornaram centros de formação de esquerdistas. Ora, para um governo afiliado à morte, qualquer defesa da vida só pode ser vista como oposição [2]. Daí a preferência por cortar o financiamento das humanidades. Pensar se tornou perigoso!

 

Durante a quarentena, na maioria dos países providos de responsabilidade governamental foram adotadas medidas que visavam e visam a contenção da propagação do coronavírus. No Brasil coube aos governadores e prefeitos tomarem medidas de prevenção e contenção de avanço da pandemia, a partir de seus limites orçamentários, técnicos e humanos.

 

Por seu turno, o Governo Federal ocupado legalmente pelo capitão J. Messias B, que na contramão do que se espera do messias apresenta-se na forma do anti-Cristo sugere à população e, seguido fielmente por seu bovino rebanho, que o brasileiro tem anti-corpos suficientes para enfretamento do vírus, pois nasce nadando no esgoto [3], se alimentando de agrotóxicos e produtos químicos despejados em quantidade na produção dos alimentos, tomando água com índices de coliformes fecais irreconhecíveis pelos padrões sanitários mundiais.

 

Ato contínuo, comprometido com interesses econômicos poderosos, que o elegeram e o mantém no governo insiste no isolamento vertical que, na prática, significa manter a economia em funcionamento, considerando que as milhares de vidas que serão consumidas pelo vírus justificam os ganhos econômicos. Desnecessário considerar que tal posicionamento, além de imoral, remete a práticas estatais de genocídio, já presenciadas em período recente da humanidade.

 

Mas, mesmo diante desta insanidade de tonalidade totalitária nazi-fascista do J. Messias B e, de seus obnubilados seguidores as universidades públicas, reconhecidas nacional e internacionalmente como centros de excelência de produção de conhecimento científico, diferentemente de instituições privadas de ensino superior, que apenas vendem conhecimento de baixa qualidade e, se eximem de investir em pesquisa de interesse social, continuam estranguladas e cerceadas de desenvolverem pesquisas de interesses estratégico nacional neste contexto de pandemia.

 

Mas, curiosamente, medidas de contenção do coronavírus estão sendo desenvolvidas onde a equipe de governo menos esperava. A Universidade Federal de Santa Catarina, no campus Curitibanos, no interior do Estado, produz 6 mil litros de álcool 70% a partir de um polímero e de garrafas de álcool doados pela MCQuímica. O projeto é desenvolvido em colaboração entre professores, técnicos administrativos e pesquisadores [4].

 

A engenheira química Fernanda Checchinato, doutora em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina, desenvolveu neste mês uma linha de antissépticos sem álcool, mais benéficos que o álcool 70%. O gel e o spray desenvolvidos combatem bactérias, fungos e vírus com 99,9% de eficiência, sem danificar a pele – o que possibilita o uso por pessoas de qualquer idade [5].

 

A Fundação Oswaldo Cruz lançou o Sistema de Informação para Monitoramento da Pandemia do Coronavírus (Monitora Covid-19) com o fim de compreender os movimentos da contaminação e permitir a elaboração de medidas preventivas. Dentre as descobertas até o momento, estão o movimento migratório do vírus [6] e as dificuldades de resposta em razão do corte de orçamento da saúde pública [7].

 

E, a principal medida, uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Minas Gerais para o desenvolvimento de uma vacina única contra a gripe e o coronavírus. O grupo de pesquisa é liderado pelo professor Ricardo Gazzinelli [8]. Essa pesquisa, junto com outras promissoras no combate ao covid-19, foi noticiada no New York Times em 2 de maio de 2020 [9]. As duas vacinas em desenvolvimento na UFMG integram o rol de potenciais vacinas mais promissoras, segundo a Organização Mundial da Saúde [10].

 

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Apesar da expressividade das pesquisas, o Brasil consegue apostar uma corrida sozinho e perder para si mesmo: as pesquisas estão sendo desenvolvidas por uma equipe de 25 pesquisadores [11], mas o projeto ainda não recebeu a verba de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) prometida pelo Ministério de Tecnologia, Inovações e Comunicações para custear a pesquisa [12]. Eis a prova de que sequer as ciências exatas e naturais são priorizadas pelo atual governo. Não se trata de uma pretensa falta de importância das ciências humanas, utilizada como desculpa para cortes nos financiamentos de pesquisas nessas áreas, mas de parte de um projeto de desmonte da ciência e tecnologia nacionais, bem como de emburrecimento da população.

 

Diante do exposto é preciso considerar que estamos diante de uma cena surreal [13], ou imersos no inferno de Dante [14]. Ou seja, estamos assistindo a quatro crises profundas e concomitantes e sem precedentes na trajetória do país. Trata-se de uma crise sanitária global pelo avanço da pandemia do coronavírus, infectando e ceifando vidas entre os mais diferentes povos e países. Trata-se de uma crise econômica mundial lançada em profunda recessão. Ou, ao menos, que se considere que se trata do modelo econômico financeiro global capitalista controlado por rentistas e algumas corporações que controlam a produção mundial de bens duráveis e não duráveis, inclusive de máscaras e respiradores. Trata-se de uma crise política e esta sim é exclusivamente brasileira, com desgastada tonalidade verde-oliva ao fundo, bem como com difuso som que parece ser de coturnos em marcha. Ou, não seria o som de um berrante conduzindo o rebanho? Trata-se, por fim, de uma crise humanitária segundo a qual as vidas valem menos que a acumulação de capital. Dito de outro modo, a preferência da econometria em detrimento das vidas, sobretudo nas regiões marginalizadas, implica na reabertura das fábricas da morte nazistas: o covid-19 faz as vezes do Zyklon B, veneno utilizado nas câmaras de gás nazistas.

 

Mas, deixemos a imprecisão a que nos conduzem os sentidos diante de sons e odores putrefatos e reconheçamos que estamos diante de uma situação sui generis. A pandemia apresenta o “Brasil” nu. Ou, dito de outro modo, ao longo destes quinhentos anos de colônia, se constituíram dois brasis. O Brasil das elites, descomprometidas com um projeto de nação, com o estabelecimento de laços de confiança, de cooperação que constituíssem instituições que garantissem a primazia do espaço público. O Brasil das elites caracteriza-se pela violência,  discriminação, concentração da propriedade e da riqueza e, pela primazia dos interesses privados sobre os interesses públicos. 

 

Este Brasil sempre esteve fortemente armado e mantendo de prontidão seus cães para eventualidades que ameaçassem seus interesses de saque e enriquecimento fácil sobre o sangue e o suor dos habitantes do brasil, composto pelos ex-escravos despossuídos, pelos ex-imigrantes assimilados, pelas empregadas domésticas, pelos semi-alfabetizados mas honestos e crentes, pais e mães de família, pelos analfabetos funcionais, por aqueles e aquelas cuja única forma de sobrevivência é a venda do próprio corpo no mercado dos prazeres sexuais. Enfim, todas aquelas formas de vida que compõe o brasil em sua profundidade, pobreza e miséria. 

 

Os habitantes deste Brasil mutilam os corpos dos habitantes do outro brasil, o brasil dos deserdados, dos desafortunados, dos explorados. Esta é a oportunidade definitiva de nos reconhecermos nesta brutalidade do Brasil das minorias que se espraia em camadas no brasil dos negros deserdados, dos imigrantes apátridas, de empregadas domésticas, de mulheres exploradas e violentadas cotidianamente, de milhões de adolescentes e jovens lançados no vazio de sentido existencial, de pertença a uma comunidade que os respeite, mas que sobretudo permitam que possam sonhar e se preparar para levar adiante uma civilização que ainda não disse a que veio. É isto que estamos vivenciando e mais uma vez temos a oportunidade de dizer estas coisas para nós mesmos, para o brasil. 

 

E por fim estamos diante de uma crise humanitária que no caso brasileiro assume contornos que beiram a barbárie, na medida em que, na defesa dos interesses econômicos, se estabelece no seio do Brasil (e não do brasil) uma disputa encarniçada pelo controle do poder que se exerce sobre a massa dos corpos da população, entendidos com recursos biológicos pertencentes ao Estado a serviço do Brasil, se desconsidera o genocídio em curso e o comprometimento a médio e longo prazo com a constituição de um país, de uma nação que acolha dignamente e sem distinções os brasileiros e as brasileiras.

 

Caberia ao Estado assumir a condição de centro de planejamento, organização e execução de uma política científica para o país, de modo a não deixar subutilizada a potência de pensamento dos pesquisadores brasileiros. A importância da ciência para o desenvolvimento do país a médio e longo prazo está provado com as notícias citadas no início deste texto. Não fossem as Universidades públicas, neste momento o Brasil poderia estar inserido num cenário semelhante ao da grande peste negra, no século XIV. Consequentemente, os brasileiros estariam prostrados em oração, pensando no possível pecado que provocou a ira de Deus – ou algo assim.

– Isso, isso, isso…

– Quem poderá nos salvar?

– é, Capitão Chaves…

 

 

Sandro Luiz Bazzanella é Doutor em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em Educação e Cultura pela Universidade do Estado de Santa Catarina, graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Dom Bosco. Professor Titular de Filosofia na graduação e no mestrado da Universidade do Contestado.

 

Luiz Eduardo Cani é graduado em Direito pela Fundação Universidade Regional de Blumenau, especialista em Direito Penal e Criminologia pelo Instituto de Criminologia e Política Criminal, mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade do Contestado e doutorando em Ciências Criminais na Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Advogado e Professor.


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Notas:

[1] A lição é do guru espiritual, mas é reproduzida com frequência: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2018/11/audio-estudante-esta-na-universidade-so-pra-fumar-maconha-e-fazer-suruba-diz-olavo-de-carvalho-cjnynhcs10aa801pilh4xrwd1.html

[2] Em que pese a suposta defesa cristã da vida, contrária ao aborto e a outras situações, as milhares de mortes de pessoas contaminadas pelo coronavírus são insuficientes para que o governo pare de chamar a situação pandêmica de “gripezinha”. Diariamente, o coronavírus se tornou a maior causae mortis do país. Eis a contradição do suposto argumento “pró vida”. O mesmo vale para o culto às armas e o interesse na “legítima defesa”, muitas vezes utilizada pelos proprietários de armas para ceifar as vidas das próprias companheiras. Seriam as mulheres perigosas para as vidas dos pobres proprietários de armas?

[3] https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/03/26/brasileiro-pula-em-esgoto-e-nao-acontece-nada-diz-bolsonaro-em-alusao-a-infeccao-pelo-coronavirus.ghtml

[4] https://noticias.ufsc.br/2020/04/parcerias-possibilitam-producao-de-alcool-70-pela-ufsc/

[5] https://www.nsctotal.com.br/colunistas/laine-valgas/cientista-da-ufsc-desenvolve-linha-antisseptica-com-mais-beneficios-que-ohttps://www.nsctotal.com.br/colunistas/laine-valgas/cientista-da-ufsc-desenvolve-linha-antisseptica-com-mais-beneficios-que-o

[6] “Conseguimos ver claramente a migração dos casos: a covid-19 chegou por voos internacionais e adentrou nossas fronteiras, instalando-se nas grandes cidades, primeiro nos bairros de classe média-alta, e dali se espalhou por meio dos entroncamentos rodoviários. A imagem, no mapa do Brasil, é a de uma guerra: há invasão pela costa rumo aos centros maiores para, a partir deles, ocupar de todo o território. É como se estivéssemos sendo invadidos. E, pelos nossos mapas de análise de risco, incluindo o da Região Sul, fica claro que, uma vez dentro do país, o vírus se espalha pelas vias rodoviárias. Há registros muitos fortes, por exemplo, de Feira de Santana (BA), local de entroncamento rodoviário. A conexão São Paulo-Campinas é marcante para levar o vírus, e o mesmo deve ocorrer entre Porto Alegre e Novo Hamburgo e Porto Alegre e Caxias do Sul. Essas vias que levam e trazem muita gente são as vias pelas quais o vírus se espalha.” https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/05/miguel-nicolelis-vamos-viver-algo-que-nunca-imaginamos-na-historia-do-brasil-e-isso-nas-proporcoes-que-vamos-ver-nao-era-inevitavel-cka89uqyt004j015n5u44sr42.html

[7] “Trata-se de um fenômeno mundial. Mas o Brasil vive isso com maior gravidade. A ciência no Brasil já estava em estado terminal. Quando comento com colegas de outros países que houve corte de verba de mais de 40%, ninguém acredita. Mas o drama é mundial, e inclui Estados Unidos e Europa. O sistema público de saúde do Reino Unido, que já foi o melhor do mundo, não está mais nem perto disso devido aos cortes orçamentários. Os britânicos tinham orgulho dele. Foi necessária uma crise sanitária desse tamanho para que se dessem conta do que havia acontecido. Trump desmontou a equipe de detecção e prevenção a pandemias dos Estados Unidos. Logo agora! A lição universal da covid-19 é que ciência e saúde pública têm de ser prioridade.” https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/05/miguel-nicolelis-vamos-viver-algo-que-nunca-imaginamos-na-historia-do-brasil-e-isso-nas-proporcoes-que-vamos-ver-nao-era-inevitavel-cka89uqyt004j015n5u44sr42.html

[8] https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/05/11/so-teremos-vacinas-em-2021-diz-um-dos-lideres-de-projeto-brasileiro.htm

[9] https://www.nytimes.com/2020/05/02/us/politics/vaccines-coronavirus-research.html

[10] “As duas vacinas desenvolvidas no Brasil incluídas no rol de substâncias que a Organização Mundial da Saúde (OMS) listou como mais promissoras em todo o mundo estão nas mãos de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).” https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/05/17/interna_gerais,1148030/video-pesquisadores-da-ufmg-desenvolvem-2-das-vacinas-que-o-mundo-bus.shtml

[11] “O que muitos não sabem é que as pesquisas seguem firmes graças ao compromisso dos cientistas de que, mesmo diante da carência de recursos, mantêm o trabalho. O CTVacinas integra a Rede Vírus, vinculada ao Ministério de Tecnologia, Inovações e Comunicações. Por essa associação, o centro teria de receber R$ 2 milhões para o desenvolvimento conjunto da vacina com a Fiocruz. No entanto, o recurso ainda não chegou. “Tudo o que estamos fazendo é com recursos próprios”, afirma Flávio.” https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/05/17/interna_gerais,1148030/video-pesquisadores-da-ufmg-desenvolvem-2-das-vacinas-que-o-mundo-bus.shtml

[12] “No CTVacinas, a vacina é desenvolvida graças ao consórcio formado entre a UFMG e a Fiocruz, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Instituto René Rachou). No centro mineiro trabalham seis pesquisadores – três da UFMG, dois da Fiocruz e um vinculado às duas instituições. O trabalho se completa com o esforço de dezenas de estudantes e bolsistas. Ao todo, 25 pessoas participam dos esforços em torno da fórmula.” https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/05/17/interna_gerais,1148030/video-pesquisadores-da-ufmg-desenvolvem-2-das-vacinas-que-o-mundo-bus.shtml

[13] Surreal significa algo estranho, absurdo, que não corresponde à realidade. Dizer que algum acontecimento é surreal significa que foge à realidade, que é bizarro ou absurdo. Fonte: https://www.google.com/search?q=o+que+%C3%A9+uma+cena+surreal&oq=o+que+%C3%A9+uma+cena+surreal&aqs=chrome..69i57j33.8051j1j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8. Acessado em 18.05.2020.

[14] Inferno de Dante é uma expressão que faz referência da Dante Alighieri (1265-1321) poeta e dramaturgo italiano e sua obra: “A Divina Comédia”, dividida em três partes: inferno, purgatório e paraíso. A concepção de mundo medieval possibilitou que o poeta estruturasse de uma forma inteligente e representativa a geografia do inferno, do purgatório e do paraíso. (…) O inferno de Dante comunica e mostra suas próprias regras, além de possuir localizações para os agentes de cada tipo de pecado. O autor descreve com detalhes os ambientes do pós-morte, ele pensa por meio de imagens com cunho moral-religioso. De acordo com o poema, a salvação deve ser buscada durante a vida, pois com a morte a sua sentença já esta delimitada.” P.62/65). Assim, a expressão: “o inferno de Dante remete a imaginação à um local pavoroso, tenebroso, grotesco e violento. ANDRADE, Solange Ramos de; COSTA, Daniel Lula. O Inferno de Dante e a simbologia do sétimo círculo. Revista Mirabilia. Jan-Jun 2011/ISSN 1676-5818, pp. 61 a 73. Disponível: https://www.revistamirabilia.com/sites/default/files/pdfs/2011_01_04.pdf

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