Professor: a magia de um herói anônimo
Quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Professor: a magia de um herói anônimo

Imagem: Matheus Teixeira – Montagem: Gabriel Pedroza / Justificando

 

 

Por Ana Maria Castelo Branco

 

Profissional admirável que lida com seres humanos diversos e adversos no dia a dia. Para você, tiramos o chapéu, pois quem compartilha conhecimentos merece parabéns sempre, e não apenas no dia 15 de outubro, data em que se presta homenagem a todos os docentes, os quais são muito importantes em todas as áreas da nossa vida e nos acompanham da Educação Infantil a Pós-Graduação.

 

É bom lembrar, que o dia dos professores surgiu por meio de uma lei decretada na época do Brasil Império, através de Dom Pedro I em 15 de outubro de 1827. Até hoje, continuamos celebrando nesta data, a qual em 1963 foi oficializada pelo decreto federal nº 52.682, que em seu art. 3º, diz: “para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”.

 

Decerto é uma data nobre, todos nós sabemos. Mas, notemos que as outras datas comemorativas têm tido apelos comerciais/sociais e o dia do professor, não. Por que será?  Se não fosse o feriado escolar, certamente passaria em branco, pois de maneira geral, além de ser esquecido pela maioria das autoridades, o professor também é esquecido pela sociedade, sociedade esta que para evoluir e crescer tem necessitado dele, o tempo todo.

 

Atualmente, em meio a pandemia que vivemos, o professor não mediu esforços para o ensino acontecer, levou a sala de aula para dentro de sua casa. Apropriou-se das Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação e foi adiante, adaptando e inovando a metodologia de ensino, garantindo aulas onlines, blocos de atividades, respondendo positivamente às novas demandas relacionadas à práxis pedagógica.

 

Professores são fundamentais no desenvolvimento da educação e na difusão do conhecimento no país, independente do momento histórico. Uma das mais, senão a mais importante profissão praticada no mundo, afinal, sem ela, o que seria da perpetuação de conhecimentos? Quem mediria e acima de tudo propagaria o conhecimento aos indivíduos de maneira formal?

 

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Embora, a competência de ser professor seja admirada, os profissionais muitas vezes, se sentem desvalorizados, desrespeitados e desmotivados; acabam adoecendo por causa de trabalhos excessivos, salários baixos, falta de reconhecimento social; além de lidar com fatores como famílias desestruturadas, estudantes indisciplinados e agressivos, gestores autoritários, salas de aula superlotadas, falta de apoio profissional e de materiais pedagógicos que acabam obscurecendo o brilho profissional,  e em algumas vezes, comprometendo o êxito do trabalho docente.

 

Faz-se relevante que em meio aos inúmeros professores que desistem da profissão, aplaudamos de pé os que continuam a lecionar com perseverança, garra, inovação e desejo de preparar os estudantes para a vida, incentivando-os a serem críticos e a participar da sociedade ativamente com disposição e coragem para mudar o mundo, tornando-se a cada dia, pessoas melhores.

 

Mesmo diante de obstáculos como: a pandemia, o aumento da idade para a aposentadoria e a falta de apoio da sociedade e das autoridades, o autêntico professor acredita num mundo melhor, mapeia as limitações dos estudantes e procura ajudar a adquirirem conhecimentos e se tornarem exitosos profissionais. É importante que a família e a escola se unam numa outra configuração, fazendo com que haja comprometimento da gestão pública com a educação escolar. Como lembra a professora e amiga Rosiane Bernardo:“quem acredita em transformação, investe em educação”. 

 

Nesta data festiva, meus agradecimentos a todos os professores que passaram por minha vida e me ajudaram a construir a consciência da importância de ler, escrever e refletir; que me inspiraram a prosseguir em busca de mais e melhores conhecimentos. Dentre os tantos que estiveram comigo na minha formação escolar/acadêmica, cito as professoras Aurizete Bernardo e Gláucia Nascimento e nessa oportunidade, externo meu carinho e gratidão.

 

Professores, 15 de outubro deveria ser feriado universal para lembrar a todos os seres humanos, que a nossa profissão é a mais iluminada das profissões, pois joga luz sobre todas as outras. 

 

Reflitamos: Será que existe missão mais nobre no mundo do que preparar pessoas para a vida em sociedade?

 

 

Ana Maria Castelo Branco é mestra em Letras pela UFPE, Professora, Escritora e Contadora de histórias. 


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