Senado abrirá investigações contra HSBC nas próximas semanas
Quinta-feira, 5 de março de 2015

Senado abrirá investigações contra HSBC nas próximas semanas

Os trabalhos de investigações da CPI do HSBC já estão prontos para começarem nas próximas semanas. Com todos os membros indicados, a comissão poderá marcar sua primeira reunião, sob a presidência do integrante mais idoso, permitindo assim a eleição do  presidente, vice-presidente e do relator pelo colegiado.

A CPI do HSBC, que terá 11 membros titulares e 6 suplentes, foi requerida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) para investigar, durante 180 dias, supostas irregularidades do banco HSBC na abertura de contas ocultas. O próprio senador diz como deve ser iniciada a comissão.

Por onde temos que começar? Saber se a Receita Federal e o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] acompanharam essas contas ou não. Se não acompanharam, saber por quê não. Temos de buscar colaboração dos Ministérios Públicos francês, suíço e espanhol, que já têm investigações avançadas“,  disse Randolfe.

O caso envolvendo o banco veio à tona após reportagens na imprensa europeia mostrando que o HSBC mantinha milhares de contas secretas na Suíça para livrar os clientes de pagamento de impostos. Dentre os correntistas, estariam 8.667 brasileiros, responsáveis por 6.606 contas que movimentaram cerca de US$ 7 bilhões entre 2006 e 2007.

O importante é que essa CPI avance, ande, esclareça sobre as mais de 8 mil contas de brasileiros na Suíça. Quais contas incorreram em crime de evasão fiscal e quais são de fato regulares. O Financial Times e o Le Monde Diplomatique estão chamando o caso de maior escândalo de evasão fiscal do mundo“, acrescenta Randolfe.

Ele acredita que todos os líderes partidários indicarão os representantes de suas bancadas para a CPI nos próximos dias. As despesas da CPI do HSBC estão previstas em R$ 100 mil. Sua criação foi apoiada por 33 senadores.

Conhecido como Suiçalão, foi recentemente noticiado pela imprensa internacional que o banco HSBC atuou fraudulentamente para acobertar fortunas de clientes multimilionários, blindando-os de todas as obrigações fiscais e mesmo da comprovação da origem dos recursos, que podem resultar de atividades criminosas”, afirma Randolfe na justificação do requerimento.

Fonte: Senado Federal

 

Quinta-feira, 5 de março de 2015
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