“Piada” diz Cunha sobre investigações na Lava Jato
Quinta-feira, 12 de março de 2015

“Piada” diz Cunha sobre investigações na Lava Jato

Nesta quinta-feira (12), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em depoimento à CPI da Petrobras, na qual é alvo de inquérito,  disse que houve motivação política por parte do Ministério Público na escolha de seu nome encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas investigações da Operação Lava Jato da Polícia Federal . O deputado definiu esta atitude como “piada”.  

Após o pedido de abertura de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que busca apurar o suposto envolvimento no caso de corrupção da Petrobras, autorizado pelo STF, Cunha criticou a petição encaminhada por Janot, na qual é pedida a abertura de inquérito contra ele pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O líder da câmara, vinha há tempos reclamando das posturas adotadas pelo procurador-geral no âmbito da operação Lava Jato, que investiga as irregularidades na Petrobrás. No fim de semana foi divulgada uma nota em seu site, na qual o deputado acusou Janot de agir “como se todos fossem partícipes da mesma lama”. Disse ainda que criminalizar suas doações oficiais de campanha sem fazer o mesmo com a de outros era “acinte à inteligência de quem quer que seja”.

Quanto aos outros parlamentares que fazem parte nas irregularidades que envolve a Petrobrás, a investigação feita pela Justiça está baseada nos depoimentos do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef , sob um acordo de delação premiada. Após estas denuncias que instaurou-se a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

O deputado esteve hoje com a comissão, onde se colocou à disposição e também pediu abertura para poder explicar-se à CPI. Cunha se antecipou antes mesmo de ter seu nome oficialmente confirmado pelo STF, sustentando que os critérios adotados pelo MP não foram semânticos para todos.

Por fim o Presidente da Câmara disse, referindo-se ao Palácio do Planalto, que o pedido de abertura de inquérito é uma tentativa de transferir a crise para o outro lado da rua: “Dizer que o pedido de abertura de inquérito não constrange; constrange, principalmente quem está no exercício de chefia do poder. Colocar de uma forma irresponsável e leviana por escolha política de alguém para investigação é criar um constrangimento para transferir a crise do outro lado da rua para cá e nós não vamos aceitar.”

Com informações da Agência Brasil 
Quinta-feira, 12 de março de 2015
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