Começou um namoro com alguém do Direito? Cuidado, você vai perder na primeira DR
Segunda-feira, 6 de abril de 2015

Começou um namoro com alguém do Direito? Cuidado, você vai perder na primeira DR

Por Mariana Cavallaro

// Na Coluna Lifestyle

 

Estou em um relacionamento sério com o direito. Quer dizer, em um relacionamento sério com alguém do Direito. Ou será que dá na mesma? Não faço direito, nunca sonhei em fazer direito, mas ah, essas pessoas do direito! Roubam nossos corações, e você acaba onde? Nesse meio jurídico! Mas se tem uma coisa boa em estar em um relacionamento com essas pessoas, é que elas fazem DIREITO.

Desde que comecei meu namoro, entrei para esse meio. E que orgulho do meu amor! É inteligente, participou do Centro Acadêmico, busca a justiça, e, de quebra, fica maravilhoso na roupa social do dia a dia. Com a convivência você passa a entender a linguagem jurídica, muito utilizada por eles. Entende que para tudo que pense ou fale, existe um artigo sobre no vade-mecum.

Quando se reúnem com seus colegas de profissão, em uma mesa de bar – na maioria das vezes, nos bares de direito de sua faculdade – você fica mais admirada ainda, pela forma como sabem expor e desenvolver suas ideias, disputando de forma discreta o conhecimento. Quando o assunto é política então, saia de perto, pois vão ficar no mínimo umas 2 horas lá discutindo. E isso é incrível! Essa característica única de se expressar, de ter sempre um argumento na ponta da língua parece até mesmo um super-poder. Parecem o Clark Kent, sábios advogados dentro daquela roupa social, que quando se revelam conquistam tudo.

Depois de certo tempo de namoro, você começa a reparar em alguns pontos. Todas essas características que você tanto admira neles influenciam nos relacionamentos pessoais. Você levou seu parceiro(a) para conhecer seus amigos, mas nenhum deles faz direito, logo, quase nunca discutem sobre o tema. Pode ter certeza que quando você se der conta, todos estarão em uma roda ouvindo uma palestra do seu namorado(a) sobre direito e depois discutindo eternamente sobre política. E o melhor, todos que não se interessam muito sobre o mundo jurídico acabam se apaixonando.

Certa vez, estava tendo uma pequena DR, na qual estava 100% certa. Tinha tudo para sair por cima, pois como uma boa pessoa da área de Marketing, me saio sempre bem nessas situações. Acontece que, no meio da conversa, eu estava pedindo desculpas. Mas peraí, como assim?! Ninguém tinha que pedir desculpas de nada ali! Mas lá estava eu, me desculpando por um fato que foi manipulado para virar uma verdade, mas que, até então, não tinha nada a ver com o assunto. Pois é, bem confuso mesmo.

Além de convencidos, esse pessoal do direito ás vezes te vence pelo cansaço; para eles ganhar uma discussão é quase tão prazeroso quanto um jantar romântico é para nós, pessoas normais.

O direito está em tudo. Está em mim, no nosso relacionamento. As DR’s são simetricamente organizadas, cada um tem seu tempo de fala com direito a júri de boteco e sentença, que eles mesmos proferem.

Advogados e Advogadas tiram fatos de algum lugar misterioso, que são irrelevantes até o momento, e transformam os mesmos em verdades absolutas. Quando você discute com algum deles, eles podem estar errados, e sempre sabem quando estão, mas NUNCA admitem. Fazem você acreditar que estão certos, e que você é a errada(o) na história.

Começou um relacionamento com alguém de direito? Cuidado! Você vai perder na primeira DR.

Mariana Cavallaro é Publicitária e cometeu o grave equivoco de se apaixonar por uma pessoa do Direito

Segunda-feira, 6 de abril de 2015
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