Cármen Lúcia quer formar “coalização” pela segurança pública com Exército e polícias
Sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cármen Lúcia quer formar “coalização” pela segurança pública com Exército e polícias

Uma Presidente do Supremo voltada a “combater a criminalidade”. A ministra Cármen Lúcia, pretende formar um grupo de “coalização” para um “plano emergencial para a segurança pública”, envolvendo o STF, o Conselho Nacional de Justiça, Forças Armadas, Ministério da Justiça, Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil. As informações são da TV Globo.

Segundo a emissora, alguns episódios levaram a ministra à criação do gabinete, como casos de violência no Rio Grande do Norte, Maranhão e Rio Grande do Sul. 

Pela matéria, a intenção da ministra seria na participação das Forças Armadas nesse plano se daria nas áreas de inteligência, logística e ações conjuntas com as polícias. O curioso é que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, lembrou a Presidente do STF que seria inconstitucional colocar militares nas ruas para fazer policiamento.

A divulgação gerou apreensão entre ativistas de direitos humanos. Para colunistas do Justficando, Cármen Lúcia, enquanto ministra do Supremo, deveria estar preocupada em defender a Constituição, ao invés de “combater a criminalidade”: 

“A autoridade máxima do Judiciário Brasileiro deveria se preocupar em defender a Constituição da República, vítima de ininterruptos ataques de juízes celebridades e de governantes ilegítimos que querem retirar direitos sociais, com consequências nefastas para esta e para as próximas gerações”, afirmou Patrick Mariano, membro da Rede Nacional de Advogados Populares.

Já o Procurador do Estado Márcio Sotelo Felippe, a ideia da ministra é mais do mesmo – Vejamos se isto não resulta em mais do mesmo. A velha ideia de que o endurecimento de repressão resolve o problema da segurança. Só cria outros e sempre a solução é a mesma, mais endurecimento, num círculo vicioso em que a relação entre Estado e sociedade mais se degrada.

Para Sotelo o foco deveria ser outro – Espero que a ministra utilize a posição em que se encontra para propor políticas inteligentes de humanização do sistema prisional e não em algo que a violência e brutalidade do Estado gera mais violência e brutalidade.

 

Sexta-feira, 14 de outubro de 2016
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