Maia pretende repassar ônus de suas reformas impopulares aos Juízes do Trabalho, afirma Amatra
Quinta-feira, 9 de março de 2017

Maia pretende repassar ônus de suas reformas impopulares aos Juízes do Trabalho, afirma Amatra

A declaração do Presidente da Câmara Rodrigo Maia de que a Justiça do Trabalho sequer deveria existir vem repercutindo no meio jurídico. No dia seguinte, a Associação dos Magistrados do Trabalho da 1ª Região, com sede no Rio de Janeiro – mesmo estado de origem do deputado – emitiu uma dura nota de repúdio em resposta à declaração.

Representada pela presidenta Cléa Couto, a Amatra argumentou que “Causa espécie a esta Associação constatar que o falacioso discurso provém de membro do Poder Legislativo”. Para ela, “o deputado, de maneira grosseira, arbitrária e atentando contra a sua elevada função institucional, pretende repassar o ônus de suas reformas impopulares aos Juízes do Trabalho. Algo que, definitivamente, não aceitamos”.

Na entrevista, Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito César Maia, ainda havia culpado a Justiça do Trabalho por ter “quebrado” o sistema de hotel, bar e restaurantes no Rio de Janeiro. Em resposta, a Amatra perguntou quem o presidente pretende enganar com esses argumentos “se, como é notório, tal fato decorreu da enorme crise política e econômica por que passa o estado do Rio de Janeiro, originária da má gestão de governos há muito despreocupados com sua missão pública?”

A afirmação de Rodrigo Maia em meio à votação da terceirização plena é a mais ostensiva declaração pública contra direitos do trabalhadores desde quando o relator da lei orçamentária e atual ministro da saúde, Ricardo Barros, afirmou que tinha “alergia à justiça do trabalho” e cortou 90% de suas verbas de investimento. 

Para a Amatra, essa “declaração feroz” de Maia “serviu para que seu eleitor trabalhador saiba o que pensa o deputado sobre o setor do Poder Judiciário incumbido de equilibrar as relações entre capital e trabalho e diminuir as desigualdades sociais que podem, essas sim, majorar a crise já instaurada”.

“Reforma Trabalhosta” será ampla, geral e irrestrita

Em um movimento articulado entre Executivo, Legislativo e Judiciário a Reforma Trabalhista vai da terceirização geral até a prevalência do negociado sobre o legislado em prejuízo para o trabalhador e trabalhadora, incluindo também o fim do direito de greve e o desmonte estrutural da Justiça do Trabalho. O Coisas que Você Precisa Saber tratou sobre isso no especial “reforma trabalhosta”.

Quinta-feira, 9 de março de 2017
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