Corregedor-Nacional de Justiça ignora provas contra Ivan Sartori, relator do Caso Carandiru
Terça-feira, 29 de maio de 2018

Corregedor-Nacional de Justiça ignora provas contra Ivan Sartori, relator do Caso Carandiru

Foto: EBC

Processo visava apurar denúncia de abusos, quebra de decoro e parcialidade da condução do caso

Na última terça-feira, 22/5, o Corregedor do CNJ, João Otávio de Noronha, votou pelo não recebimento da reclamação disciplinar contra o Desembargador Ivan Sartori (TJ-SP). 

Em 2016, Sartori pediu a anulação do júri e a absolvição dos 74 policiais militares condenados pelo assassinato de 111 presos da Casa de Detenção em 1992, justificando a ação da polícia militar na ocasião como “legítima defesa”. Em seguida, criticou a imprensa e organizações da sociedade civil. Em outubro de 2016, mais de 65 pessoas e entidades que atuam no âmbito dos direitos humanos apresentaram uma reclamação disciplinar pedindo o afastamento do desembargador ao CNJ.

Organizações de direitos humanos, intelectuais e ativistas manifestaram preocupação com o primeiro voto do CNJ no sentido de arquivar denúncia contra o magistrado, que apura suas condutas e declarações durante o julgamento de recurso do massacre do Carandiru, em setembro de 2016.

Em nota encaminhada ontem, 28/5, à presidente do CNJ, Ministra Cármen Lúcia, e demais conselheiros, as entidades agora cobram o posicionamento pela apuração e responsabilização de magistrado. Ressaltam ainda que o caso Carandiru reafirma a incapacidade das instituições repressivas brasileiras de responsabilizar posturas de membros como o Desembargador Ivan Sartori.

Nota Pública “Carandiru não é coisa do passado” : Contra a omissão do CNJ

O CNJ tem papel fundamental na fiscalização de seus magistrados e deve responsabilizar eventuais condutas que não condizem com a função exercida. A atitude irresponsável do desembargador deslegitimou publicamente opiniões contrárias às suas e ofendeu familiares das vítimas de um dos capítulos mais nefastos da História brasileira”, afirma Rafael Custódio, coordenador do programa de Violência Institucional da Conectas.

Organizações como a Conectas, a Justiça Global, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Instituto Vladimir Herzog e outras nove entidades, além de ativistas e defensores de direitos humanos, como Paulo Sérgio Pinheiro (ex Ministro durante o governo FHC), assinaram a nota pública.

Com informações do portal de notícias da Conectas.

Terça-feira, 29 de maio de 2018
Anuncie

Apoiadores
Seja um apoiador

Aproximadamente 1.5 milhões de visualizações mensais e mais de 175 mil curtidas no Facebook.

CONTATO

Justificando Conteúdo Cultural LTDA-EPP

[email protected]

Send this to a friend