Maioria dos deputados são favoráveis a impostos mais altos para os ricos
Terça-feira, 25 de agosto de 2020

Maioria dos deputados são favoráveis a impostos mais altos para os ricos

BG: Agência Brasil – Imagem: Reprodução internet – Montagem: Gabriel Pedroza / Justificando

 

 

Por Redação

 

Levantamento da XP Investimentos aponta maioria dos deputados favoráveis a impostos mais altos para os ricos. Proposta de reforma tributária apresentada pela Fenafisco taxa grandes fortunas e poupa os mais pobres e classe média.

 

 

Um levantamento divulgado pela XP Investimentos aponta que 66% dos deputados são favoráveis a taxação de grandes fortunas e 56% apoiam o aumento de impostos sobre herança. A pesquisa ouviu 146 parlamentares com representatividade na Câmara dos Deputados entre os dias 20 e 31 de julho e indica alta chance de aprovação de alguma reforma tributária ainda em 2020.

 

A maior contribuição dos super-ricos na reforma tributária é o principal ponto da proposta apresentada pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), que prevê aumento de R$ 292 bilhões anuais na arrecadação pública. A entidade defende a maior proporcionalidade no pagamento de impostos no Brasil, deixando o sistema tributário mais justo e igualitário, as medidas poupariam 99,7% da população do aumento de impostos. Estados e Municípios seriam diretamente beneficiados com uma repartição equilibrada de tributos, com R$ 86,2 bilhões para Estados e R$ 56,3 bilhões para Municípios.

 

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Entre as medidas sugeridas no documento Tributar os Super-ricos para Reconstruir o País estão a criação de três alíquotas de Imposto de Renda de Pessoa Física para os mais ricos (35%, 40% e 45%), taxação de grandes fortunas e aumento do imposto sobre heranças para até 30%. Com a implementação das três medidas a estimativa de arrecadação é de R$ 212 bilhões.

 

A classe média e os mais pobres são poupados pela proposta apresentada pela Fenafisco. Mais de 10,1 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados, o que corresponde a 34,1% dos contribuintes.

 

As empresas participantes do Simples Nacional com rendimento bruto de até R$ 380 mil ficariam isentas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A redução das alíquotas no Simples seria de até 60%.

 

O desenvolvimento da proposta de tributação dos super-ricos teve a participação da Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), o Instituto Justiça Fiscal, o Coletivo AFD (Auditores Fiscais pela Democracia), acadêmicos e entidades do fisco federal.

 

Confira o documento com as oito propostas para a reforma tributária que poupa as classes mais baixas.

 

 

*Com informações da assessoria de imprensa da FENAFISCO


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